
Morreu neste último final de semana, 04 de julho, a ativista Marcelly Malta Lisboa, uma das principais referências da luta pelos direitos da população LGBTQIA+ no Rio Grande do Sul e no Brasil, aos 75 anos. A morte foi confirmada pela ONG Igualdade – Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul, entidade fundada por ela no fim da década de 1990.
Em nota, a ONG escreveu: “Marcelly foi uma mulher travesti de coragem, força e dignidade. Uma guerreira incansável na luta pelos direitos da população trans e travesti do Brasil, que deixou sua marca por meio da resistência, do acolhimento e da defesa de uma sociedade mais justa e igualitária”, ainda destacaram.
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A ativista tinha comorbidades e havia sido hospitalizada nos últimos dias. Ela morreu em casa, em Porto Alegre. O velório ocorre neste domingo (5/7), das 7h às 12h, na Casa dos Conselhos, na capital gaúcha.
Marcelly Malta Lisboa
Nascida em março de 1951, em Mato Leitão, no Vale do Rio Pardo (RS), Marcelly dedicou boa parte da vida à defesa dos direitos humanos, da saúde e da cidadania da população trans. Ao longo de sua história, também participou da formulação de políticas públicas voltadas ao combate à violência e à promoção da inclusão.
Vale ainda lembrar que, durante a ditadura militar, Marcelly também enfrentou prisões, episódios de discriminação e diferentes formas de violência.
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