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Comissão de Mortos na Ditadura critica “BBB26” e fala sobre tortura

Carta diz que sofrimento como espetáculo fere dever social da televisão

Lívia Cout
Lívia Cout
Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
BBB 26
BBB 26. (Foto: Reprodução/TV Globo)

No último sábado (31/01), a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) encaminhou uma carta à Rede Globo. Sendo assim, no documento, o órgão do Estado expõe preocupação com o chamado “quarto branco” e com outras dinâmicas exibidas no reality show “BBB26”.

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Comissão aponta semelhanças entre dinâmicas do “BBB26” e métodos usados no período autoritário

De acordo com a comissão, os formatos adotados pelo programa podem acionar memórias associadas a práticas de tortura ocorridas durante a ditadura civil-militar. Dessa forma, a carta foi direcionada tanto à produção quanto ao público do reality.

Em um dos trechos, os representantes afirmam: “É impossível ignorar que tais métodos guardam uma semelhança aterradora com as práticas de tortura empregadas sistematicamente pela ditadura civil-militar brasileira. Um período de dor que ainda deixa cicatrizes na memória de nossa nação, mas que, por seu apelo, atraem uma plateia de milhões de pessoas.“.

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CEMDP recorre ao Artigo 5º para embasar crítica às dinâmicas do programa da Globo

Além disso, a CEMDP chama atenção para o uso de provas que expõem participantes a situações extremas. Entre elas, privação de sono, confinamento prolongado, desorientação espacial, perda da noção de tempo e manutenção de posições físicas por longos períodos. Para a comissão, esse tipo de prática ultrapassa o limite da competição e coloca em jogo valores básicos relacionados à dignidade humana.

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Na sequência, o documento recorre a fundamentos jurídicos. A comissão destaca o Artigo 5º da Constituição Federal, que estabelece a proibição da tortura e de tratamentos degradantes como princípio absoluto do Estado democrático de direito.

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Ao transformar esse tipo de sofrimento em espetáculo, a televisão brasileira falha com o seu dever social. E o Artigo 221 da Carta Magna estabelece que as concessões públicas de radiodifusão devem ter finalidades educativas e culturais, respeitando sempre os ‘valores éticos e sociais da pessoa e da família’.“, ponturam em um trecho.

Ricardinho desiste do quarto branco (Fonte: Instagram)
Ricardinho desiste do quarto branco (Fonte: Instagram)

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Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
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