Eliminada do BBB26, Jordana fala sobre erros e acertos ao longo da temporada

Entrevista com a eliminada: Jordana

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Jordana do BBB26
Jordana do BBB26 (Globo/ Beatriz Damy)

Chegar ao Top 5 e ser eliminada cinco dias antes da final. Esse foi o destino de Jordana no ‘BBB 26’. A agora ex-sister foi a última sobrevivente do quarto “Sonho de voar” na casa e a única a derrotar na berlinda uma integrante do grupo adversário. Sua trajetória no programa foi marcada por inúmeros embates com rivais e aliados, dos quais se destacam as discussões acaloradas com Chaiany e Ana Paula Renault. Um dos memes mais marcantes da edição veio também dela, depois de se dar conta de que fora enganada pelo paredão falso. As berlindas verdadeiras, no entanto, lhe tiraram ao longo do jogo todos os seus aliados no reality. Jordana, porém, seguiu firme na disputa até ser eliminada com 71,80% dos votos na quinta-feira, dia 16, num paredão contra Juliano Floss e Ana Paula.

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A seguir, Jordana revela para quem, entre os adversários, deixa sua torcida. A modelo e advogada também fala sobre erros e acertos ao longo da temporada e comenta quais serão seus próximos planos fora da casa.

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Seu jogo no ‘BBB 26’ não te privou de correr riscos. Qual era a sua estratégia para chegar mais longe no reality? 
Quando eu entrei, a minha única estratégia era fugir do paredão. Então, tudo o que eu podia fazer para articular votos, para tentar saber o voto do time adversário, eu fiz. Fugi de três, por conta de prova Bate e Volta quando fui a mais votada da casa; às vezes dependia de sorte, habilidade. Mas no decorrer do jogo, com a casa, era articulação.

Você foi responsável por escolher duas pessoas para indicar aos dois últimos paredões. Nas duas ocasiões, você optou por Ana Paula e Juliano. Na primeira, a Gabriela foi eliminada e, na segunda, você. Acredita ter tomado a decisão certa? 
Com a quantidade de informações que eu tinha naquele momento, eu acho que foi. Eu não sabia, mas agora eu estou vendo que a Ana Paula está como favorita da edição, então vejo que não foi a decisão mais assertiva. Eu passei da metade do jogo para frente escutando de todos os lados que já estava ganho pela Milena, mesmo vendo certas posturas dela. Então, eu pensei: “não vou arriscar…” E ali naquele momento, no Top 5, eu não queria sair. Por mais que eu tenha passado o jogo inteiro criticando as condutas, eu não queria sair. Eu achava que, caso se juntassem a torcida da Ana Paula com a da Milena, seria muito pior para mim. E por eu ver o Juliano como uma “planta”, como uma pessoa que não estava agregando muito no jogo, em quem eu não via participação, eu – por ter meus embates, saber que eu ia pra cima e não me escondia do jogo – achava que o Brasil pudesse me deixar. Não que a Ana Paula fosse sair, porque ela também estava voltando, mas que pelo menos com o Juliano eu pudesse ter uma chance de voltar. Pensando nos meus embates, os mais recentes foram também com o Juliano. Com a Milena a relação foi ficando mais tranquila. Não concordava com as coisas que eu via desde o início, mas a relação foi ficando mais leve. Então, eu achei que tivesse sido uma coerência, era uma configuração de paredão em que a gente tentou que fosse bacana para a Gabi, mas arrisquei.

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Ao longo do programa, você viu seus aliados serem eliminados um a um e foi a última do quarto “Sonho de Voar” a resistir na casa. Em algum momento desanimou de jogar ou sempre manteve o pensamento firme para seguir na disputa? 
Para ser muito sincera, houve momentos difíceis, de muito questionamento interno, de tentar entender o que estava acontecendo e de indignação, principalmente, por ver muitas atitudes que eu sempre reprovei. Eu pensava: “Gente, como assim as pessoas não estão vendo isso?” Até foi uma coisa que eu vi que não foi tão legal aqui fora, de ter questionado se o Brasil estava vendo ou não isso… Mas de fato eu não conseguia concordar. Eu passei, sim, por momentos de desânimo lá dentro, eu me permitia esses momentos, respirava e, no outro dia, era novo jogo, novo dia, novas oportunidades. Lá dentro é muito louco porque no mesmo dia a gente vive diversas emoções. A gente começa o dia bem e pode terminar mal. Ou começa o dia mal e termina bem. Tudo oscila muito. Os sentimentos sobre as pessoas oscilam muito. Então, eu passei por esses momentos, mas eu não permiti que eles me resumissem ou me deixassem desanimar do jogo.

O momento em que você visualizou o retorno do Breno e do Juliano do quarto secreto viralizou como um dos memes mais marcantes da temporada. Qual foi o seu sentimento naquela ocasião? 
Desespero! Na hora eu lembrei que eu estava no paredão, que o meu grupo estava saindo… comecei a pensar que a gente estava cancelado. Todo mundo ali na festa desanimou, foi dormir e eu estava com uma vibe boa, curtindo as músicas, curtindo a festa e eu pensei: “Eu não vou deixar. Se for para eu ficar triste, se for para eu me afundar, eu faço isso amanhã. Agora é a festa. Vai que eu sou a próxima a sair, vai que essa é a minha última festa. Eu vou aproveitar, não vou deixar a peteca cair”. Segurei firme até onde deu ali, curti de verdade a festa, não estava fingindo nada, não.  Eu brincava muito que ia deixar a Jordana do futuro se preocupar. Ali naquele momento eu queria curtir. O pensamento foi desesperador, só que eu acho que consegui dar uma controlada.

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Com a saída da Sarah Andrade, você se aproximou mais do grupo do quarto “sonho de voar”. Esse vínculo se estabeleceu por afinidade ou desejo de proteção, já que você também passou a cobrar prioridade deles?  
Sem dúvidas, foi por afinidade. Afinidade de assuntos, de forma de jogar, de conversas, de sinergia mesmo. Naquele momento a casa estava muito dividida em dois lados e o outro grupo era um lado cujas atitudes eu condenava muito. Eu via atitudes muito desrespeitosas, eu via as pessoas, eu não concordava, e fui me afastando. Por me afastar tanto de um lado, o outro foi se juntando, em conversas do dia a dia, em sinergia… Tanto que a gente já estava meio lascado. Se fosse para ir para um grupo que estava melhor posicionado, eu não iria para esse grupo; eu iria para o outro. Foi simplesmente afinidade mesmo. Eu vi que o barco estava afundando, mas era de quem eu gostava, então eu falei: “eu vou ficar aqui. Não tem muito o que fazer, não. Vou lutar o máximo que der”.

Embora estivessem do mesmo lado, houve diversos momentos de conflitos seus com Marciele e Gabriela. Como avalia a relação com as duas? 
Eu acredito que nós três somos mulheres de muita personalidade, que se posicionam de maneira muito firme, que não se deixam ir pela cabeça do outro e que têm opiniões fortes. Não tem como você concordar 100% com nada e com ninguém, mesmo sendo suas aliadas. Acaba que a gente ficava muito tempo juntas, a gente passava mais tempo do dia com os aliados do que com adversários. E a convivência é isso, é você se estressar com a forma como a pessoa deixa o copo sujo em cima da mesa, com o prato… Estávamos mais grudadas, portanto, mais sujeitas a ter situações de estresse, de conflito. A gente nunca abaixava [a cabeça] uma para a outra. O jogo fez eu e a Marciele nos escolhermos como aliadas e, mesmo aos trancos e barrancos, com a Gabi não se sentindo pertencente ao grupo, a gente foi aprendendo a administrar com o tempo. Mas foi de verdade, foi também por afinidade.

Quem foram seus grandes aliados e seus maiores rivais no ‘BBB 26’? 
A Marciele, por tudo que aconteceu, da reta final em diante a gente se estabeleceu como aliadas. O Cowboy, que era a voz serena quando eu me estressava com Gabi e com Marciele. Ele vinha dizendo: “Calma, respira. Se deixou uma louça, eu lavo, eu faço. Não precisa brigar…” E também tínhamos muitas conversas de jogo. O Jonas, que acaba indo por tabela também… Eu não concordava 100% com nada de ninguém. A Gabi também não deixa de ser uma aliada, porque querendo ou não, a gente tinha os adversários em comum, então na hora de votar eram os mesmos alvos. Por mais que em alguns momentos ela não se sentisse assim. Em relação aos adversários, eu acredito que o maior e mais difícil de lidar foi a Chaiany, porque essa história da casa de vidro me pegava muito. Eu lembrava e tinha muita convicção do que eu tinha vivido lá dentro com ela, então por ela falar que não foi daquela forma, isso me pegou muito. E ela já começou a me chamar de rival… eu não queria ter chegado a tanto. Mas eu acho que de forma mais linear e coerente, do início ao fim, o meu maior embate foi a Ana Paula. Mas eu também briguei com todo mundo. Teve a Milena, a Samira…

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Desde a casa de vidro, sua relação com a Chaiany foi de altos e baixos. Como avalia a convivência com ela no programa? Pretende reencontrá-la aqui fora? 
Pretendo, sim. Ainda mais depois de ela ter visto como as coisas aconteceram. Eu ainda não vi muita coisa, mas me disseram que teve o “VAR” lá da casa de vidro. Eu acho que a gente colocou os pingos nos “is”, mas eu quero que ela veja que não era nada sobre jogo, que era ser humano mesmo e que o meu carinho por ela sempre foi verdadeiro.

Foram muitos os conflitos com a Ana Paula, mas vocês tiveram momentos de troca e acolhimento ao longo do programa. Como avalia sua relação com ela? 
Eu avalio como uma adversária que me proporcionou embates saudáveis. Eu nunca vi meus adversários como inimigos, e eu via pessoas fazendo isso, como se não pudesse haver respeito. Mas eu e ela nos respeitávamos muito. A gente não concordava com o jogo uma da outra, obviamente. Quando precisava, a gente ia para o embate, mas fora das discussões a gente tinha uma relação respeitosa e cordial uma com a outra. Eu acho que isso era muito bonito, para mostrar que as pessoas podem pensar de forma diferente e ainda assim se respeitarem. Talvez tenha ficado uma lição sobre isso. A gente falava muito sobre isso lá dentro.

Se pudesse fazer algo de diferente, o que seria?
Eu acho que o que eu faria diferente seria essa questão de questionar o público. Na verdade, era mais um questionamento interno que eu expressava. Não era algo que eu estava de fato colocando em xeque. Eu sei que a opinião do povo é soberana, independentemente de qualquer coisa. Mas era um desabafo, de situações em que eu ficava indignada e eu verbalizava isso – “Como assim as pessoas não estão vendo?” – em momentos de desespero, de angústia. Talvez tivesse sido melhor não ter feito isso para não ficar com o estigma de “dona da razão”. Acho que eu não falaria essas coisas. Mas eu ainda tenho muita coisa para ver, pode ser que eu venha a me arrepender de outras coisas. Eu sou uma pessoa muito aberta a ver os meus erros, a aprender com eles e ressignifica-los para estar evoluir como pessoa. Não tenho meu coração fechado a isso, de forma alguma.  

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Como imagina sua vida depois do BBB? Pretende voltar para Brasília, atuar como modelo ou continuar advogando? 
Eu quero trabalhar muito. O Big Brother sempre foi o maior sonho da minha vida, até porque eu sabia que a partir dele eu poderia realizar muitos outros sonhos. Eu precisava dessa “porta”, dessa grande oportunidade. Eu não sei o que virá, mas antes de o BBB acontecer, eu já sentia que o meu ciclo em Brasília tinha se encerrado, que eu precisava de novas oportunidades em novos lugares. Então, eu não sei como vai ser, mas eu quero muito trabalhar, fazer outros cursos, me especializar em outras coisas. Curso de teatro é um sonho que eu sempre tive, desde criança, e não tive oportunidade de fazer. É algo que, independentemente de seguir carreira ou não, eu quero para a minha vida. Trabalhar com televisão sempre foi meu sonho. Sempre gostei de trabalhar com comunicação, tinha isso na minha profissão como advogada e também como influenciadora nas redes sociais. Eu gosto de compartilhar meu dia a dia com as pessoas, de estar lidando com as pessoas. Eu almejo ir por esse caminho se tudo der certo e Deus abençoar.

Quem você deseja que vença a temporada? 
É muito louco porque eu passei o jogo inteiro criticando o jogo dessa pessoa, de fato não concordo. Continuo com os meus posicionamentos sobre as coisas que eu vivi lá dentro, mas de fato só ficaram adversários. Então, não é sobre concordar com o que aconteceu, mas eu tive uma conexão com a Milena ontem, foi algo muito recente. Mas é porque lá dentro é tudo muito intenso, os sentimentos ficam muito aflorados. Eu tinha essa coisinha com a Milena de: “Poxa, ela nunca me permitiu conhecer a Tia Milena”. Ela sempre foi muito fechada, tinha uma barreira que eu nunca entendi. E, na noite do pijama, foi muito legal porque eu já estava com o coração aberto e eu sentia que ela também. Quando vinha um assunto, a gente conversava e eu sentia uma certa abertura. Mas depois de ontem meu coração amoleceu com ela. É a pessoa para quem eu estou torcendo. Pela história de vida, por tudo. Fiquei sabendo que a minha mãe e a mãe dela se deram super bem aqui fora, disse que estavam orando juntas, e eu fiquei super feliz com isso. Lá dentro a gente teve essa conversa sobre as nossas mães se encontrarem aqui fora por conta da dinâmica. Enfim, pode parecer contraditório, mas só restaram adversários, e eu torço pela Milena.

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Wandreza Fernandes
Wandreza Fernandes
Editora chefe do Portal Área VIP e redatora há mais de 20 anos. Especialista em Famosos, TV, Reality shows e fã de Novelas.
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