Eliminado do BBB26, Alberto Cowboy observa as diferenças entre as duas temporadas de que participou

Entrevista com eliminado: Alberto Cowboy

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Alberto Cowboy
Alberto Cowboy (Beatriz Damy / TV Globo)

Quase vinte anos separam a primeira participação de Alberto Cowboy de seu retorno ao ‘Big Brother Brasil. O veterano, que estreou no ‘BBB 7’, voltou a fazer história nesta temporada. Despediu-se do game a 23 dias da grande final e a poucas horas do desejado Top 10. Apesar das tentativas bem-sucedidas de escapar do paredão, a berlinda contra Jordana e Leandro custou sua eliminação neste domingo, dia 29, com 67,95% dos votos. Nesta edição, o mineiro foi recordista em vitórias de provas – oito ao todo –, foi anfitrião de quatro festas do líder e viveu confrontos quase que diários na casa com as rivais Ana Paula Renault e Milena. “É lógico que com a maturidade – são 19 anos a mais de aprendizado de vida – eu tive uma postura muito diferente daquele Alberto impulsivo de 30 anos. Eu consegui ver algumas coisas em que eu não devia me meter e que antes fazia. Mas eu fui eu mesmo, com a dedicação, com a seriedade que a coisa exige. Você está ali e o Brasil está esperando que você dê o seu melhor, e foi o que eu fiz”, avalia.

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A seguir, Alberto observa as diferenças entre as duas temporadas de que participou e revela o que lhe ajudava a performar tão bem nas provas. Cowboy também comenta suas estratégias para seguir no jogo em meio às eliminações de aliados.

Você chegou à etapa final da prova do líder que lhe garantiria uma vaga no Top 10, mas acabou não vencendo e foi ao paredão que custou a sua saída do programa. Acha que poderia ter feito algo diferente para conquistar essa posição tão desejada? 
Na prova do líder, não, porque a segunda etapa foi pura sorte. A sorte às vezes vem e, às vezes, não. A gente não pode contar com ela sempre. No que dependeu da minha concentração e da minha habilidade eu fui o primeiro, o mais rápido. Mas teve também a prova do anjo no dia seguinte. A gente tinha até comentado que poderia ser um anjo autoimune, então eu me dediquei também a ela, mas acho que em algum momento eu vacilei no impulso com o carrinho e não saiu direito. Acabou que não fui feliz na prova. Mas eu estava muito tranquilo, porque essa maré de sorte que me deu, de ganhar três lideranças seguidas depois de já ter sido líder no início, eu coloquei nas mãos de Deus. Se tiver que chegar ao Top 10, Deus vai me ajudar. Eu vou me dedicar ao máximo, vou fazer minha parte, mas acredito que quando tem que ser… As músicas que a gente ouvia lá dentro diziam: “É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar” e outras tantas nesse sentido. Eu falei: “Estou tão próximo, se eu conseguir vai ser realmente uma benção. Se não, vai ser um ensinamento, continue tentando e tudo mais”. Eu saí com a mesma energia, com a mesma vibração. Foi uma pena chegar tão perto e sair sem o apartamento, mas eu acho que faz parte. Vamos conquistar esse apartamento aqui fora se Deus quiser!

Você voltou ao BBB quase 20 anos depois da sua primeira participação no programa. Além do prêmio, qual era seu objetivo ao entrar novamente no reality? 
Eu queria que o público tivesse uma impressão diferente do que ficou do primeiro jogo, porque naquela época eu entrei mesmo com a energia de jogar, mas o jogar não era tão bem visto. E hoje, como as coisas mudaram muito, eu pensei: “agora eu vou conseguir mostrar mais o meu lado jogador”. Porque me viram de uma maneira bem diferente do que eu estava passando. E viver essa experiência de novo… eu nunca poderia imaginar que eu iria me surpreender com coisas que me surpreenderam e muito. Uma festa para mim com a chance de eternizar a história da minha família foi maravilhoso. Eu falei para a minha mãe: “isso não tem preço”. Toda esse glamour de ser um BBB de novo, de estar dentro da casa mais vigiada do Brasil… Quando falaram que ia ter ex-BBB de novo, eu não me inscrevi, nunca procurei ninguém para falar “eu quero”, mas ficava aquela pontinha de pensamento sobre como seria se eu voltasse. Então, matar essa curiosidade, reviver esses desafios de prova, de convivência, de confinamento eram coisas que estavam na minha cabeça. Mas eu até já brinquei que se me chamarem de novo, só daqui a 19 anos. Tenho que me recuperar! (risos).

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Embora os conflitos tenham feito parte das duas temporadas, quais as maiores diferenças sentiu entre as duas edições nesse quesito?  
As edições são completamente diferentes, até pela dinâmica do jogo em si. Era de uma forma na minha época – não tinha Big Fone, não tinha monstro – e hoje o jogo é bem diferente. Com o paredão triplo a gente tira qualquer tipo de controle interno. Antes a gente conseguia ter mais estratégia, porque o líder indicava um, a gente ali na casa votando mandava outro e ponto. Não tinha prova Bate e Volta nessa época. Hoje, por mais que você tente ter uma estratégia, por mais que você tente entender o jogo, você não consegue 100%. É bem diferente e foi uma nova experiência. Eu posso dizer que participei de outro jogo. O conflito é consequência da convivência, do confinamento, do nervosismo, é normal.

Você foi um dos grandes jogadores do ‘BBB 26’. Planejou alguma estratégia para o programa? 
Por mais que a gente fale: “Ah, eu vou ficar mais calado, vou ouvir mais e falar menos”. Não tem jeito, a gente acaba sendo a gente mesmo lá dentro. É lógico que com a maturidade – são 19 anos a mais de aprendizado de vida – eu tive uma postura muito diferente daquele Alberto impulsivo de 30 anos. Eu consegui ver algumas coisas em que eu não devia me meter e que antes eu fazia. Mas eu fui eu mesmo, com a dedicação, com a seriedade que a coisa exige. Você está ali e o Brasil está esperando que você dê o seu melhor, e foi o que eu fiz.

Assim como o Jonas, você venceu muitas provas durante o programa. O que te ajudou a ter tantas vitórias? Tinha alguma estratégia para esses momentos de disputa?  
Eu vou bater sempre na tecla de que Deus é o que aponta. É claro que a gente tinha muita força de vontade, muita garra. A gente falava: “Vou chegar ao meu limite, vou dar o meu melhor”, como foi naquela primeira prova. [Naquele momento] Eu cheguei até a me desentender com o Jonas e depois o cara virou meu melhor amigo no jogo (risos). É concentração também – eu vi muita gente brincando. Se amanhã tem prova e pode ser de resistência, deixa eu tomar menos água; pensar em sair da festa mais cedo para dormir e descansar bem. A gente tem que levar o jogo a sério. Eu entendo que outras pessoas lá dentro estão mais novas e, naquela época [BBB 7], eu também não tinha esse pensamento. Mas dessa vez eu fui mais consciente de onde eu estava, ao que eu estava me propondo, então era força de vontade, fé, seriedade, garra e… Deus!

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Qual das quatro lideranças foi mais marcante para você?  
Sem dúvida nenhuma, foi a primeira. A mais difícil, a mais custosa. 26 horas e meia numa prova desgastante, uma prova onde eu vivi um momento muito difícil quando o Henri [Castelli] passou mal. Tudo aquilo ali ficou menor quando eu vi uma pessoa tendo um problema de saúde. Por mais que a gente soubesse que ele estava bem, porque fomos avisados, eu tive uma crise de choro em seguida, e só de lembrar eu me emociono. Ás vezes a gente dá tanto valor à coisa material, a dinheiro e esquece que a maior riqueza que a gente tem é a vida, é estarmos aqui; a saúde dos nossos, da família. Então, naquele momento eu comecei a chorar copiosamente. Eu não conseguia parar, soluçava… e precisando me concentrar de novo porque a prova estava no meio, ainda tinha muita coisa pela frente. Eu pensei em parar, mas depois consegui canalizar isso tudo para transformar em força de continuar. A prova em si foi muito difícil. E depois o que veio em seguida: o primeiro quarto do líder, as alegrias, a primeira festa, que foi a mais linda. O luar do sertão com a fazenda dos meus avós, ver a história da minha família sendo contada naquele jardim… eu fiquei deslumbrado e não vou esquecer isso nunca na minha vida.

Seu pódio inicial foi Edilson e Babu, mas ao longo do programa as prioridades mudaram. Como foi lidar com a perda de tantos aliados e e ver o grupo tendo que se reconfigurar ao longo do jogo? 
A gente sabia que isso poderia acontecer, faz parte do jogo. Foi muito difícil, ainda mais naquela semana em que muitos foram eliminados: a Sol [Vega], o Edilson, a Sarah… pessoas que estavam próximas, pessoas de quem a gente gosta, então deu um desânimo. Naquela hora, eu falei: “Caraca, meus amigos todos indo embora. Os que não estou saindo no paredão estão saindo por outros motivos, coisas que às vezes poderiam ser evitadas com um pouco mais de calma, um pouco mais de conversa. Mas o jogo é esse, faz parte esse destempero também, eu acredito. A gente tem que tomar esse cuidado lá dentro. Então, foi difícil, mas a gente continuou. Outras proximidades surgiram. Com o Jonas eu já fiquei bem próximo desde o início, mas a Maxiane, que eu achava uma pessoa fantástica, se aproximou. Foi substituindo aquela turma que me fazia feliz, a gente foi criando um novo grupo e deu tudo certo.

O Jonas saiu no primeiro paredão que enfrentou, poucos dias atrás. O que você sentiu quando viu que seu maior aliado foi eliminado?  
Fiquei muito triste. Eu tinha ele como uma grande segurança, de estar junto para fazer prova, de trocar ideia, de estar sempre conversando. Querendo ou não, estávamos sempre juntos, tínhamos opiniões parecidas em muitas coisas. E de repente vê-lo sair foi um baque, talvez a maior perda que eu tenha sofrido. Já tinha um tempo que a gente estava conseguindo escapar dos paredões e outras pessoas estavam sendo eliminadas. Mas aí a gente vê de novo o grupo perder um membro que era forte em provas, que ajudava a gente ali… Mas é o jogo, não tem jeito, faz parte. Ele também lutou para não ir ao paredão várias vezes e conseguiu. Uma hora não tem jeito: se tiver que sair, vamos sair.

Seus adversários apontavam que você exercia uma certa liderança no quarto ‘Sonho de Voar’. Você também enxerga dessa forma? Acredita que exercia alguma influência sobre eles?
Eu brincava falando que era muito mais ouvinte do que narrador, mas o público não via dessa maneira, talvez pela postura que eu tinha ou por conversas picadas que ouviam, então achavam que eu tinha realmente essa voz. Por exemplo, naquela prova do líder das plataformas giratórias (onde a Maxiane e a Marciele romperam com o Breno e o Marcelo, protegendo a nossa turma), eu fui pego de surpresa por uma estratégia já montada pela Jordana. Ela falou: “Fica aí, me escuta”. Depois que eu entendi que ela estava fazendo uma proteção para que o nosso grupo se fortalecesse e tudo mais. As pessoas talvez tenham tido essa impressão de mim, mas eu acho que dessa vez eu não fui o personagem principal no sentido de influenciar; eu fui muito influenciado. Mas a gente sempre conversava sobre assuntos, dava conselhos e tal. Talvez as pessoas tenham levado para o lado de que eu estava manipulando, mas não é que eu estivesse dizendo para a pessoa falar aquilo; ela já queria falar alguma coisa, eu apenas aconselhava.

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Você e Ana Paula foram rivais declarados no reality e você se utilizou de diferentes estratégias para enfrentá-la. Como avalia essa relação? 
A gente começou conversando de forma amigável, dividindo o mesmo quarto, mas depois eu vi que a Ana Paula estava tendo muita atenção a como jogar. Eu senti que ela estava tendo muito cuidado ao se expressar – não que ela não estivesse sendo natural, porque realmente é um jogo e a gente tem que prestar essa atenção. Eu estava mais natural, e comecei a ver que ela realmente quer falar alguma coisa para você se comprometer. Não era bem o meu estilo de jogo ficar tentando queimar o coleguinha, então, eu me afastei. Depois a gente teve um papo sobre convivência no quarto e ela distorceu completamente o que eu falei, aí já teve um rompimento. Depois disso, os discursos já foram totalmente diferentes, já foi aquela coisa mais antagonista mesmo.

Além dela, quem mais foi obstáculo para o seu jogo na casa?
Eu acho que a Milena também. Querendo ou não, foi uma pessoa com quem eu tive alguns embates, mais por questões de comportamento. A gente, a princípio, não sabia até que ponto eram naturais as coisas que ela fazia. A gente fica desconfiado, porque as pessoas estão dentro de um jogo, de um programa de televisão e a gente não sabe se ela está sendo natural ou se está jogando. Você vai entendendo… depois de um tempo eu falei “ela é assim mesmo”. Mas existiram algumas atitudes dela que eu não concordava dentro da casa, como por exemplo, ser eliminada de uma prova, ir lá e sujar a minha roupa toda. Tem que ter um fair play. Se eu fizesse o mesmo, talvez não seria tão entendido.

Que lembranças especiais vai guardar dessa temporada?
Com certeza os momentos de vitória, as lideranças todas, os momentos de alegria com os amigos, bate-papos, mensagens de anjo, de ver a família. Tem muitos momentos que a gente se sente especial ali dentro, que são muito legais e ficam eternizados na nossa memória.

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O que muda na sua vida após essa segunda passagem pelo BBB? Pretende voltar aos Estados Unidos ou vai permanecer no Brasil? 
Ainda estou me situando de tudo, entendendo. A minha vida realmente está toda planejada para os Estados Unidos, mas eu também não quero adiantar nada. Quero ver as oportunidades que podem aparecer aqui e quero muito aproveitá-las, porque eu acho que esse é o momento. Então, vou fazer com bastante calma. Entre aqui e lá ou o que quer que seja, eu pretendo não perder nenhuma oportunidade.

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Wandreza Fernandes
Wandreza Fernandes
Editora chefe do Portal Área VIP e redatora há mais de 20 anos. Especialista em Famosos, TV, Reality shows e fã de Novelas.
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