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Eliminado do BBB26, Brigido analisa o que atrapalhou sua continuidade na competição

Entrevista com o eliminado: Brigido

Wandreza Fernandes
Wandreza Fernandes
Editora chefe do Portal Área VIP e redatora há mais de 20 anos. Especialista em Famosos, TV, Reality shows e fã de Novelas.
BBB26 - Brigido
BBB26 – Brigido (Globo/ Beatriz Damy)

Desde a casa de vidro até seus últimos momentos no ‘BBB 26’, Brigido esteve envolvido em conflitos com os adversários. Mas participar do reality show foi muito diferente do que imaginava. Eliminado no terceiro paredão da temporada com 77,88% dos votos nesta terça (3), num paredão contra Ana Paula Renault e Leandro, ele esclarece a estratégia que agora considera ter sido equivocada: “Eu achava que era um caminho bom seguir num embate com alguém que tinha a expectativa de ser protagonista. Se a gente busca um protagonismo, a gente tem que enfrentar os protagonistas do programa. E eu acho que foi cedo demais”, avalia ele sobre o conflito com a veterana. Apesar do posicionamento definido, o manauara afirma, ainda, que faltou uma postura mais proativa nos embates. “Eu tinha questões para resolver, coisas que eu queria falar, que eu via, mas parecia que eu não tinha o ímpeto de iniciar”, observa.

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Na entrevista a seguir, o agora ex-participante analisa o que atrapalhou sua continuidade na competição e conta que gostaria de ter vivido no BBB se tivesse mais tempo. Brigido ainda revela quem eram seus aliados no jogo e para quem deixa sua torcida a partir de agora.

Antes de entrar na casa do BBB, você passou pela casa de vidro da região Norte, onde seu concorrente era o Ricardinho. Como foi desafiá-lo para conquistar a opinião pública a seu favor naquele período?
A casa de vidro foi uma experiência bem diferente. Entrar no BBB de maneira presencial, ver o público, reagir a ele e entender um pouco dessa dimensão ao vivo…No começo da dinâmica, eu e o Ricardinho conseguimos estabelecer uma boa relação, mas no segundo dia, a gente acabou se estranhando um pouco. Como eu estava muito focado em me dedicar ao jogo, com estratégia, essa narrativa acabou superando a dele. Eu entendo que ele não conseguiu mostrar muito do que ele era no decorrer da dinâmica. Acho que influenciou muito a questão da cidade. Manaus inteira estava ali, toda hora torcendo, vibrando. 99% das pessoas falavam da Livia e da Marciele e acabavam falando de mim também, então isso ofuscou um pouco a energia dele em lutar por uma vaga, em pedir votos na casa de vidro. É você entregar realmente a decisão da sua vida nas mãos do Brasil, é você não ter controle de nada; ter que pedir para as pessoas uma oportunidade de mostrar quem você é para participar do programa. 

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Já dentro da casa, logo nos primeiros dias, você teve discussões com a Ana Paula Renault. O que motivou esse embate, na sua opinião? 
Na minha cabeça eu achava que o ‘Big Brother’ seria de uma maneira. Com isso a gente cria a nossa própria estratégia para seguir no jogo. Como ela é uma figura pública, a gente entende o perfil dela, já viu na televisão… E eu achava que era um caminho bom seguir num embate com alguém que tinha a expectativa de ser protagonista. Se a gente busca um protagonismo, a gente tem que enfrentar os protagonistas do programa. E eu acho que foi cedo demais, eu fui com muita sede ao pote. Uma das coisas sobre as quais eu refleti bastante ontem, até mesmo antes da eliminação, foi: ‘Como é que eu poderia ter construído isso de maneira diferente?’. Eu poderia ter trilhado um caminho que me desse tempo para entender o jogo antes de começar a ter embates, porque naturalmente o jogo faz isso. Depois que nós tivemos o primeiro embate, eu comecei a ver como a Ana Paula era com os outros participantes e conhecendo eles – principalmente os veteranos que traziam uma visão de jogo diferente. Então, eu comecei a entender que não era exatamente como eu achava. Viver a experiência é muito mais estressante, eletrizante; são muitas informações, muito mais coisas do que eu esperava digerir para tomar as decisões. Ali eu vi que errei. Errei na estratégia, errei na abordagem. Cedo ou tarde nós teríamos esse embate, mas a construção disso poderia ter sido feita por outros caminhos. Isso iria acontecer, não precisava forçar nada.

Nos dois paredões que enfrentou, você foi um dos mais votados da casa. Por que acha que se tornou um alvo dos brothers logo no início do game? 
Eu acho que eles não gostaram da minha abordagem com a Ana Paula, entenderam justamente que eu acabei tendo um ímpeto muito grande contra ela. A gente tinha pouca informação no início para tomar decisão de voto e eu acabei dando para eles essa informação, porque agi dessa maneira muito cedo. Então, naturalmente eles já teriam motivo bem expressivo para votar em mim, em vez de ficar em dúvida de quem seria o primeiro alvo do grupo.

Quem eram seus maiores aliados no programa? Por que se identificou com eles?
Sarah, Jonas, Cowboy e Jordana. A gente acabava tendo visões de jogo bem parecidas. Nós acreditávamos em uma maneira de jogar semelhante. Tivemos trocas de verdade, conhecemos um ao outro, as histórias, as personalidades. Isso acabou criando uma afinidade pessoal e, consequentemente, uma afinidade como jogadores.

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O que considera ter sido determinante para sua saída do jogo neste paredão, já que uma semana atrás teve a chance de permanecer na casa? 
Eu não tive a oportunidade de disputar a prova Bate e Volta, então ali eu perdi uma grande oportunidade. O veto do Breno pesou muito e me tirou essa oportunidade de escapar do paredão. Apesar de termos acertado na construção dos votos no domingo, conseguindo maioria para o Boneco [Leandro], eu não contava com a dinâmica do segundo mais votado também ir. São coisas que a gente não consegue prever dentro da casa e que acabaram me levando ao paredão novamente. Talvez, se a dinâmica da semana fosse um pouco diferente, eu teria tido mais sucesso. Ou se eu fosse com outra pessoa ao paredão, diferente da Ana Paula, que hoje talvez seja a grande protagonista da edição…

O que faltou para ir mais longe na competição? 
Acho que faltou eu ir mais atrás dos embates. Eu tinha questões para resolver, coisas que eu queria falar, que eu via, mas parecia que eu não tinha o ímpeto de iniciar. Eu conseguia devolver, argumentar quando me davam oportunidade. Era para eu ter ido, ter enfrentado, apontado, iniciado… colocado para fora o que eu sentia, o que eu pensava diretamente, sem precisar da oportunidade de aparecer.

Tem alguma coisa que você gostaria de ter feito no BBB e que não deu tempo?
Eu queria ter sido líder. Ter ganhado uma prova de líder, vivido a minha festa, ter toda essa experiência. Competindo com muitas pessoas boas e tendo sido vetado, essa foi uma das coisas que eu fiquei com gostinho de quero mais.

Faria algo diferente, se tivesse a chance?
Eu acho que na primeira prova eu entraria mais concentrado. O deslumbre de estar na casa vivendo aquilo é muito grande no início e me atrapalhou. Estar mais concentrado nas provas me ajudaria muito mais.

Como imagina que os grupos vão seguir depois da sua saída? 
As pessoas do meu grupo são muito inteligentes, conseguem ler o jogo muito bem, apesar de a gente até então estar achando uma coisa… Como eles dizem lá, o paredão traz respostas. Eu acredito que eles confabularam a madrugada inteira sobre a minha saída; qual é a resposta que isso dá para o jogo. Eles devem estar recalculando rota, vendo como podem costurar. Acho que eles vão continuar se dedicando muito às provas – esse é um grande diferencial do grupo. Se vier uma de resistência nessa quinta-feira, vai ser difícil para-los, porque eles sabem que estão em menor número, então a oportunidade de colocarem alguém no paredão é ganhando o líder. Em relação aos demais, eu acho que o grupo da Ana Paula vai se fortalecer mais, mas uma hora eles vão ter que votar entre si, vão ter que se apontar, porque é natural do jogo. Vejo que os grupos estão bem divididos e devem continuar assim por enquanto.

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E para quem fica sua torcida agora que deixou a disputa? 
Minha torcida vai para o Cowboy, gostaria muito que ele ganhasse o BBB. É um cara humano, com quem eu me conectei muito e por quem eu tenho uma grande admiração. 

Que aprendizados leva da experiência de participar do ‘Big Brother Brasil’? 
Entendo que tem que ter cuidado com o que a gente fala, como as coisas são interpretadas aqui fora. Eu não tinha noção da proporção, então penso que essa é uma das coisas que precisam ser vigiadas e cuidadas daqui para frente. Depois de ter vivido uma experiência que pouquíssimos brasileiros têm oportunidade, espero conseguir colher frutos. A vida pós-BBB é desafiante, mas tem os seus louros. Espero colher coisas boas agora.

Já conseguiu pensar o que deseja fazer daqui para frente?
Não consegui ainda tomar uma decisão sobre isso. Ainda preciso ver como estão os negócios que eu tinha, se vão continuar… Então vou enxergar as oportunidades e analisar com calma e seriedade. Não me deslumbro com a vida de artista. Eu sou um empreendedor, sou um trabalhador. Gosto de trabalhar. Espero que essa exposição no BBB transborde no meu trabalho e me dê oportunidades nas áreas de educação e empreendedorismo.

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