
Alexandra Gurgel, a tia Xanda, foi uma das principais vozes do movimento body positive no Brasil, contudo, gerou revolta nas redes sociais nos últimos dias ao abandonar o movimento e dizer que sempre quis ser magra.
Ela fundou o projeto Corpo Livre, lançou livros, palestrou e se tornou referência contra a gordofobia. Contudo, deixou de publicar sobre body positive e passou a falar de relacionamentos. Em entrevista para Vinícius Lemos do DW Brasil, publicada no Splash do UOL, ela afirma que a militância era exaustiva e decidiu se afastar.
Alexandra diz que, como em outras militâncias, “as coisas se perderam”. Sentia-se pressionada a ser a “militante perfeita”, sem direito a errar, e isso a desgastou. Além disso, reconhece que antes dizia que obesidade não era doença, mas hoje discorda dessa visão. Também admite que houve vaidade e ganhos financeiros com o movimento, mas ressalta que não ficou milionária.
Atualmente, quer emagrecer com acompanhamento médico e uso de canetas emagrecedoras. Afirma que isso não significa abandonar a luta contra a gordofobia, mas buscar qualidade de vida, e que sempre quis ser magra, mesmo no auge do movimento.
“Eu quero emagrecer. Isso sempre foi uma questão, sempre quis emagrecer durante a minha vida toda. Eu parei de querer isso quando deixei de fazer dieta, porque pensei: vou parar de ferrar a minha cabeça. Eu não tinha alternativa, era: faça a dieta, faça isso e faça aquilo. Hoje, parece que a gente tem uma alternativa que nunca teve. Então, acredito que se isso pode me ajudar na questão com o meu corpo e na minha genética para que eu tenha uma vida melhor, por que não?”, disparou. Suas falas dividiram opiniões e geram muitas críticas na web.
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