Arlindo Lopes (Reprodução/Raphael Dias/Gshow)
Arlindo Lopes (Reprodução/Raphael Dias/Gshow)

Interpretando um personagem cheio de malandragem em ‘Malhação‘, Arlindo Lopes se mete em mais uma enrascada na novelinha teen. Com a responsabilidade de cuidar de Mel (Maria Rita), ele além de levar a filha de Gabriela (Camila Morgado) para um trabalho extra, ainda vai roubar uma boneca para dar de presente para a garota.

Mais conhecido por seus trabalhos no cinema e no teatro, Arlindo chegou a se assustar com a repercussão do personagem depois de levar uma cotovelada de uma senhoria durante as compras em um horti frutti. Em entrevista ao Área Vip, o ator conta um pouco mais sobre a nova fase na carreira.

Confira a entrevista:

Malhação - Mel e Getulio (Globo/Raquel Cunha)
Malhação – Mel e Getulio (Globo/Raquel Cunha)

O Getúlio só se mete em enrascada. Como você define o personagem?

Ele começou fazendo mal ao sobrinho, incentivando que ele roubasse no colégio com a desculpa de que assim eles pagariam um advogado para tirar a mãe do Érico da cadeira. Com isso ele foi se ferrando e acabou sendo preso. Estão em reabilitação se recuperando de vários crimes. Conforme o sobrinho passou por isso eu acho que ele começou a mudar. Ele se envolveu com a Isadora (Ana Beatriz Nogueira), os dois aplicaram golpes, roubaram um colar de uma viúva, a mulher morreu. Eles foram se envolvendo em várias coisas ela foi presa e ele se safou.  Com isso ele começou a rever. Neste momento ele está numa onda mais leve.

Como será essa relação dele com a Mel (Maria Rita)?

Ele se envolveu com a Mel  e agora a história está sendo em torno dessa amizade dos dois. O Getúlio querendo se dar bem mais uma vez, envolve a menina numa confusão e ele fica desesperado em querer tirar ela disso depois. Ela é uma criança, né?

Como é contracenar com a Maria Rita?

Ela é um amor. É uma geniosinha. A gente gravou uma cena onde eu quis tratar ela como adulta, e ela quis me tratar como criança. Então, acho que a relação se deu assim e voltaram do set, e me falaram que ficou muito fofo e que temos muita química. E disseram que tinha a possibilidade de uma quinzena com os dois. Ela é um máximo, super concentrada, fizemos leituras juntos. Tudo ela fala que me adora, que eu sou o melhor parceiro. Vou até enviar um e-mail para a Patrícia agradecendo. A Patrícia disse que essa dupla é uma ‘chuva de likes’.

Você acha que em algum momento o Getúlio  vai se regenerar?

Sim, ele já estava mudando. Ele já estava legal, algumas pessoas ficaram impressionadas. O que ele era no inicio para o que é agora.

Como é a repercussão do personagem com o público?

Nas ruas eu era xingado, é uma coisa nova pra mim, nunca tinha feito um personagem que despertasse isso nas pessoas. Tinham senhoras que me chamavam de mau-caráter, ridículo. Teve uma senhora que me deu cotovelada num hortifrutti. Eu fiquei um pouco assustado. Agora que ele começou a se envolver com a Brigite (Mariana Armellini) e ganhou um pouco dessa empatia, mesmo estando tudo errado. E agora as pessoas falam comigo mais de boa. Mas nunca perdem aquela coisa de me chamar de 171.

Qual o aprendizado você vai levar desse personagem?

O que era diferente fazer ele na primeira parte de Malhação era a surpresa das pessoas  em me ver como um mau-caráter., um vilão. Todos os outros personagens que eu fiz, na TV e no teatro, são carismáticos, alguns são dramáticos. O Getúlio é carisma zero. Então, isso pra mim foi diferente. Mas eu gosto de estar vivendo esta parte. Eu tive que ir desconstruindo ele aos poucos conforme o texto foi  mudando. Eu acho um exercício incrível como ator passar por todas essas partes por onde o personagem está passando.

Você acha que a Brigitte tem parte nessa mudança do Getúlio?

Sim. Com a Isadora ele ainda era golpista, ele queria se dar bem, mas com a Brigitte , ela fez ele entrar na linha. A gente já sabia que a Ana Beatriz sairia daqui (Malhação) para fazer O Sétimo Guardião. Quando ela saiu de Malhação ela disse que cantou a bola para a Patricia Moretzon (autora) e Nathalia (Grimberg, diretora), de que meu par deveria ser  Mariana Armellini. Então, ela diz que é um pouco madrinha deste casal. A gente acabou tendo humor nessa história e acabou seno um ponto importante dentro da trama.

Você lançou muitos filmes este ano. Como tem sido essa fase no cinema?

Os filmes que eu fiz nos últimos anos juntaram todos e foram lançados este ano. O primeiro foi Berenice Procura, depois foi Alguém como Eu, com a Paolla Oliveira.  A Voz do Silêncio, que eu faço um jovem soro positivo, um personagem dramático, filho da Marieta Severo. E agora começa o Beijo no Asfalto, que eu faço só uma participação. É bem legal, mas, piscou perdeu. Toda a história está costurada com este encontro que eu tenho com o Lázaro Ramos.

Participe:

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