Ivan- Carol Duarte (Reprodução/TV Globo)
Ivan- Carol Duarte (Reprodução/TV Globo)

Carol Duarte usou seu perfil do Instagram, nesta segunda-feira (23), para publicar uma carta de despedida a Ivan, seu personagem transgênero de “A Força do Querer”! A trama de Glória Perez se despediu do público na última sexta (20).

“Carta pública de despedida para Ivan, por Carol Duarte. Ivan, você foi um dos grandes personagens que um ator pode encontrar. Ao longo da sua criação eu sempre lutei contra mim mesma, para que seu tamanho não fosse o meu, porque você é gigante! Eu estive a serviço da sua grandeza. Fui entendendo qual era a minha medida, só uma atriz. Pedi licença e mergulhei no seu universo, e mergulhei de corpo e alma. Só nós sabemos disso. E não imaginávamos como seria quando você surgiu, e foi uma explosão! Foi um rasgo em nós dois. Cara, você provocou tantas conversas, tantas discussões! E eu me debati, eu decidi ser crua, e ser inteira com você, eu sangrei, me bati, me cortei, foi libertador! Foi uma vida inteira! Vivi uma vida inteira!”, iniciou a atriz.

Ela também abriu o coração e falou sobre a saudade que já sente do personagem: “Eu agora estou assim, lidando com um vazio. Com a sua inexistência de segunda a sábado. Tirei a barba, tirei a faixa, e seu tênis. Desabei numa cadeira, e chorei, agora o meu choro. As cortinas se fecham, e eu to no camarim, exausta, limpando meu rosto, cheia das minhas emoções engasgadas. Agora fico sozinha no meu quarto diante de folhas em branco escrevendo confusa sobre o que vivemos juntos. Enfim hoje você existe em milhares de pessoas, ficou eterno, como sempre foi quando eu te encontrei, eu fui e sou só uma passagem. Te deixe pra ser infinito, muito maior que eu”.

Carta pública de despedida para Ivan, por Carol Duarte Ivan, você foi um dos grandes personagens que um ator pode encontrar. Ao longo da sua criação eu sempre lutei contra mim mesma, para que seu tamanho não fosse o meu, pq vc é gigante! eu estive a serviço da sua grandeza. Fui entendendo qual era a minha medida, só uma atriz. Pedi licença e mergulhei no seu universo, e mergulhei de corpo e alma. Só nós sabemos disso. E não imaginávamos como seria quando você surgiu, e foi uma explosão! Foi um rasgo em nós dois. Cara, você provocou tantas conversas, tantas discussões! E eu me debati, eu decidi ser crua, e ser inteira com você, eu sanguei, me bati, me cortei, foi libertador! Foi uma vida inteira! Vivi uma vida inteira! (…) Eu agora estou assim, lidando com um vazio. Com a sua inexistencia de segunda a sábado. Tirei a barba, tirei a faixa, e seu tenis. Desabei numa cadeira, e chorei, agora o meu choro. As cortinas se fecham, e eu to no camarim, exausta, limpando meu rosto, cheia das minhas emoções engasgadas. Agora fico sozinha no meu quarto diante de folhas em branco escrevendo confusa sobre o que vivemos juntos. Enfim hoje você existe em milhares de pessoas, ficou eterno, como sempre foi quando eu te encontrei, eu fui e sou só uma passagem. Te dexei pra ser infinito, muito maior que eu.

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