O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos.
Nascido em São Paulo em 1935, Juca iniciou sua trajetória artística nos anos 1950, após abandonar a faculdade de Direito e o emprego em um banco para dedicar-se à Escola de Arte Dramática. Seu percurso nos palcos passou pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e pelo Teatro de Arena, onde integrou um movimento cultural de forte relevância durante a ditadura militar. Por causa da perseguição política, chegou a se exilar na Bolívia.
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Estreia na TV
Sua estreia na televisão ocorreu em 1964, na TV Tupi, na telenovela ‘Quando o Amor é Mais Forte’. Em 1969, protagonizou “Nino, o Italianinho”.
TV Globo
Na TV Globo, Juca iniciou sua trajetória em 1973, com ‘O Semideus’, dando início a mais de 40 anos de colaboração com a emissora. Entre seus papéis mais marcantes estão o geneticista Dr. Albieri, de ‘O Clone’ (2001), o misterioso Manolo de ‘Flor do Caribe’ (2013), além de participações memoráveis em ‘Saramandaia’ (1976), ‘Fera Ferida’ (1993) e ‘Avenida Brasil’ (2012). Seu último trabalho na TV Globo foi em ‘O Outro Lado do Paraíso’ (2017), no papel do advogado Natanael Montserrat.
SBT
No SBT, em 1990, Juca de Oliveira esteve na novela “Brasileiras e Brasileiros” (1990), sob direção de Walter Avancini. Entre 1994 e 1995, estrelou “As Pupilas do Sr. Reitor”. O ator interpretava então o padre Antônio, reitor das pupilas vividas por Débora Bloch e Luciana Braga, sob direção de Nilton Travesso, que também comandou o remake de “Os Ossos do Barão” (1997), em que Juca novamente entrou em cena, como Egisto Ghirotto.
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Atuou em cerca de 60 peças
Com mais de 60 anos de carreira, Juca deixou uma marca definitiva no teatro, no cinema e na televisão. Atuou em cerca de 60 peças, escreveu obras teatrais, participou de longas-metragens e se destacou como uma figura ativa na defesa da classe artística, tendo presidido o Sindicato de Atores de São Paulo. Atuou também em cinema, escreveu peças e integrou a Academia Paulista de Letras, consolidando uma presença fundamental para a história da arte no Brasil.
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