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Elogiada por Pabllo Vittar, Catherrine Leclery, única drag brasileira a participar de um reality internacional, conversa com o Área VIP

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Catherrine Leclery e Pabllo Vittar – Reprodução: Instagram

Catherrine Lecelery deu um verdadeiro show no reality show alemão ‘Queen of Drags’! Além de receber, por se apresentar como Whitney Houston, grandes elogios da cantora Pabllo Vittar, ela marcou história. É que a drag foi a única brasileira a participar de um reality show deste gênero no mundo inteiro.

Isto, segundo ela, foi mais um divisor de águas em sua vida. Algo inimaginável para o então ‘jovem garoto negro e pobre’, que deixou o Brasil rumo à Alemanha há pouco mais de 27 anos.

Tudo começou em um modesto desfile em Porto Alegre, em 1992. De lá para cá, ela ganhou o mundo. Hoje, Catherrine Leclery colhe os frutos de todos estes anos de muito trabalho longe de sua terra natal.

Atualmente é considerada uma das modelos drags mais requintadas do mundo. Faz diversas parcerias com grifes internacionais, além de ser garota propaganda delas. Ela não para! Além de tudo isso, possui contratos com as maiores marcas de maquiagens e cosméticos do mundo.

Repleta de carisma e finesse, Catherrine, por onde vai, coleciona e encanta os mais diversos tipos de fãs. Não foi à toa que, mesmo na Alemanha, foi convidada para desfilar no Carnaval de São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em terras paulistas, ela será destaque da Tom Maior. Já no Rio, por sua vez, junto de sua grande amiga Alcione, companheira de “sentar, conversar, em uma boa, por tempos, horas”, desfilará pela Mangueira.

Aproveitando sua passagem pelo Brasil, Catherrine Leclery tirou um pouquinho de sua agenda corrida para conversar com o Área VIP sobre todo este seu sucesso. Na entrevista, realizada no Japan Tower, de Lílian Gonçalves em São Paulo, a drag não poupou palavras e, com muita emoção, abriu o jogo sobre os mais diversos assuntos.

Veja a entrevista:

Como foi para você participar do ‘Queen of Drags’ e o que representa para a sua classe?

– Para mim, primeiramente, foi muito gratificante ter participado deste reality show “Queen of Drags”, eu fui, digamos assim, eu fiz uma história. Eu tenho 49 anos e fiz uma história. Eu fui a primeira brasileira, a primeira drag brasileira a participar de um reality de drags fora do Brasil. A experiência foi magnífica. Como dizem no Brasil, foi um divisor de águas. Mais um divisor de águas na minha vida, pois já tive vários. E este foi o último divisor de águas e espero que venham mais. Muito mais.

A experiência foi bárbara, muito significante. Se você me perguntar se eu faria tudo de novo, o meu grande sim. Faria tudo de novo foi pois foi maravilhoso. Ainda mais por representar a classe LGBT. Para mim foi bárbaro, bárbaro. Pois sempre digo: sou brasileira, sou negra, sou pobre, pois não sou milionária e a minha vida sempre foi matar um leão por dia. Não só a minha, como a de todos os brasileiros. Mas, lógico, a minha vida também é difícil. Eu tive a sorte de sair do pais há 27 anos, logo não tenho o ‘problema’ de todos os brasileiros, por morar na Alemanha, mas eu acho assim que a experiência foi magnífica.

Catherrine Leclery no Queen of Drags – Reprodução: Instagram

Como foi para você receber elogios de Pabllo Vittar?

– Para mim foi muito bom por vários motivos. A Pabllo é bem mais nova do que eu. Pabllo Vittar é a drag queen com mais seguidores no mundo inteiro. Ela foi convidada para ser jurada no tema ‘icons’. E neste tema eu fiz a Whitney Houston. E neste tema ela amou. Ela falou que arrasei. E para ter um comentário dela, que além de ser bem mais nova do que eu, e ela ter gostado do trabalho que eu fiz, foi bastante gratificante. Para mim foi maravilhoso.

Como eu posso dizer: você só pode continuar neste mercado se você for sempre se atualizando e se renovando. Entendeu? Na minha época era ator transformista, hoje são drag queens. Então eu tenho que me transformar em uma drag queen. Eu tenho que me atualizar. Eu tenho que saber o que elas estão fazendo para me encaixar. Não fazer as mesmas coisas, mas me encaixar para continuar meu trabalho. E nós atores transformistas, eu acho que fazemos um trabalho que eles não conseguem fazer, assim como tem muitos atores transformistas que não conseguem ser uma drag. Mas também tem atores que consegue ser os dois e foi isso que eu fiz. Foi por isso que eu recebi o comentário de Pabllo Vittar tão positivo.

Você encontra mais liberdade na Alemanha do que no Brasil para trabalhar como drag?

– Digamos assim, na Alemanha é bem mais aberto. Digamos assim, que hoje em dia, no Brasil, para você assistir um show de drag queen, você precisa ir a um ‘gueto’. Uma boate gay, um lugar gay para assistir a estes shows maravilhosos. Na Alemanha não. Por lá, existem teatros, existem cabarés com shows de drags que o povo normal, hétero, pagam vão, jantam e assistem os shows. Existem reality shows

“Eu não entendo porque o Brasil ainda não começou com isto, para mim, não existem drags mais talentosas do que as brasileiras. A criatividade e o talento somam” 

Catherrine Leclery – Reprodução: Instagram

O que você acha de um reality show desses no Brasil? Você participaria deste projeto?

– Eu gostaria, eu gostaria muito de trazer um trabalho para a grande mídia. Eu acredito que aos poucos o Brasil está abrindo as portas. Recentemente nós tivemos Nanny People em uma novela da TV Globo. Temos Silvety Montilla, que é uma drag maravilhosa. Existe uma grande amiga minha que é a Márcia Pantera, que também mora na Alemanha. Fora esta nova geração talentosíssima que está ai.

Eu acho que o pessoal deve parar para pensar. Tanto a Globo, Record, SBT e RedeTV para realizar. Gente. É um mercado que tem muito potencial. Se a Alemanha que é a Alemanha fez em horário nobre, por que que o Brasil não faz? No Brasil tem o material humano, que é o mais difícil. Seria uma maravilha se tivesse um reality como o Queen of Drags.

Você deixaria de trabalhar na Alemanha para ser jurada em um reality show semelhante no Brasil?

– Eu sou muito ocupada. Eu trabalho de terça a sábado. Mas vou te dizer, muito sincero. Se o Brasil fizesse um reality show de drags e me chamassem, eu ficaria muito feliz. Pois eu estou em uma etapa em minha carreira que hoje eu posso sentar em um jure, posso analisar. Se me convidassem, lógico que eu viria. Que eu ajudaria. Que eu participaria do jure com o maior prazer.

Ajudaria demais, pois acho aqui um povo tão sofrido, com tanta coisa que o Brasil sofre. O Brasileiro está precisando de amor, de uma coisa para se divertir. As drags estão divertindo, fazem o povo dar risada e esquecer o problema. Por isso eu não entendo o motivo de não ter um reality show no Brasil só para elas.

Como estão as suas expectativas para os desfiles no Carnaval?

– Eu estou ansiosíssima porque eu amo o carnaval. Eu sempre digo assim: eu vivo na Alemanha, mas na época de carnaval eu tenho que estar no Brasil. Todo o ano eu venho, quando posso. Eu tenho alemães que trago junto comigo, que querem conhecer o Carnaval. 

Eu recebi um convite da Tom Maior. Fiquei super feliz pois foi a primeira escola de São Paulo que me fez um convite. E olha que eu já venho há anos para o Brasil. Conheço outras escolas da cidade, com grandes amigos por lá, inclusive. Mas eu me senti muito honrada e muito feliz pela Tom Maior e venho com o maior prazer.

Amizade com Alcione

– A Alcione é uma grande amiga minha, e sempre ela me recepciona muito bem. Ela sempre fala: ‘a Mangueira te espera’. Então é um grande prazer. Alcione e eu somos Mangueirenses doentes e somos muito amigas. De sentar, conversar. Em uma boa, por tempos, horas. Então não existe momento melhor, pois ela ama Carnaval, eu amo Carnaval. Para mim é maravilhoso este momento de estar com ela e curtir as maravilhas.

Quais são as diferenças entre o carnaval do Rio de Janeiro e paulista?

– Olha. Eu posso dizer bem sincera: eu amo o carnaval de São Paulo. Eu amo pela organização. Por tudo em si. A infraestrutura de São Paulo é uma coisa tão maravilhosa que todos os alemães que eu trago para passar o Carnaval aqui e no Rio de Janeiro. Depois eu pergunto: ‘aonde vocês mais gostaram’. E todos eles me respondem que é São Paulo.

Um dos principais motivos é a organização. São Paulo é muito ‘européia’ quando o assunto é este. Aqui facilita tudo. No Rio de Janeiro, se você não tiver um passe livre para o seu carro, você não chega no sambódromo. O que falta no carnaval de São Paulo é aquele calor humano que o do Rio de Janeiro tem. Aquilo é impagável. É inexplicavel. Por isso que falam no mundo inteiro que é o maior espetáculo do mundo inteiro e é verdade.

Como será a sua fantasia na Tom Maior?

– Eu venho no último carro da Tom Maior e a única coisa que antecipo é que meu vestido pesa 12 quilos. E como aguentar? Na hora da adrenalina, na hora do fervo, você não quer nem saber quanto pesa.

É um vestido muito pesado, muito bonito e no momento que você está ali, no auge, você só vai sentir no outro dia ao acordar. Como dizem: ‘para ser bonita, você precisa sentir dor’.

E na Mangueira?

– No RJ eu também venho no último carro. É Favela. Eu achei maravilhoso. No ano passado eu vim no abre alas, eu vim de índia e era a única drag do carro. Para mim foi uma honra. E agora eu vim no último carro. Minha roupa é simples, mas é muito maravilhosa. O povo diz: Catherrine, você é muito elegante, você vai conseguir fazer este tema. Eu respondo:

“para uma drag queen, não existe limite. Você pode ser e fazer o que bem entender. Esta é a arte da drag queen”.

Depois do Carnaval, você voltará para a Alemanha?

– Não, não. Preciso descansar. Vou para Porto de Galinhas. Estou com quatro amigos alemães. Então levo eles para conhecer e aproveito bastante. Sentar na areia, andar descalça, sem salto, sem maquiagem e peruca. Só sentar, beber, comer e dormir. Recarregar as energias.

Catherrine Leclery – Reprodução: Instagram

O que você pode adiantar de seu 2020? Terão novidades?

– Sim, várias novidades. Tem a segunda etapa do Queen of Drags, que vai vir. já me anteciparam alguma coisa. Tem dois grandes trabalhos que não posso falar ainda por causa de contrato, mas estou muito feliz porque pensaram em mim. Vem dois desfiles de moda, do Berlim Fashion Week e com certeza vem mais uma campanha publicitária. Este ano é um ano bem bom de novo. Graças a Deus.

Eu acho assim. Eu faço o que eu amo. Por este simples fato, eu faço bem. Então eu volto para a casa cansado, mas é um cansaço de satisfação. Você fica satisfeito por ter feito o trabalho.

“A gente dorme depois de morta”

Victor Ariolihttps://www.areavip.com.br/
Jornalista e redator do portal Área VIP

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