quarta-feira, 4 de agosto de 2021

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Karol Conká fala sobre o documentário ‘A Vida Depois do Tombo’

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Wandreza Fernandes
Editora chefe do Área VIP e redatora web há 15 anos. Especialista em Famosos, TV, Reality shows e especialmente em Novelas.

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Documentário de Karol Conká (Globo/Divulgação)
Documentário de Karol Conká (Globo/Divulgação)

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Em um mergulho na história de Karol Conká antes, durante e depois do ‘BBB 21’, o documentário ‘A Vida Depois do Tombo’ busca mostrar, ao longo de quatro episódios, se há alguma explicação para que, em 30 dias, a cantora tenha se tornado uma das maiores “vilãs” do Brasil. O original Globoplay, que estreia nesta quinta-feira, dia 29, revela momentos de sua infância em Curitiba com a família, a adolescência conturbada, o começo de sua carreira artística com a chegada do filho e a consagração como um dos maiores nomes do rap feminino no Brasil. E ainda traz descobertas e depoimentos de amigos, parentes e colegas de profissão.

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A série documental coloca a cantora cara a cara com momentos dramáticos de sua passagem pelo reality, propondo um convite ao reencontro com ex-participantes que marcaram a sua trajetória no programa para um acerto de contas, agora fora da “casa”. No caminho, Karol Conká tem a oportunidade de adentrar novamente na experiência do ‘Big Brother Brasil’. E precisa tomar a decisão de seguir em frente ou abrir a memória para voltar a situações que ficaram mal resolvidas lá dentro.

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Com direção geral de Patricia Carvalho, a equipe de ‘A Vida Depois do Tombo’, formada por Valéria Almeida (repórter e apresentadora do Bem-estar) e Patricia Cupello (uma das diretoras do programa Encontro com Fátima Bernardes), acompanhou intimamente a nova vida da cantora por mais 20 dias, após a sua saída do reality. Em plena pandemia, e seguindo todos os protocolos de segurança contra o Covid-19, o documentário mostra os bastidores da retomada de seus projetos profissionais e pessoais, além dos conflitos decorrentes de sua participação no programa.

Para mim, pessoalmente, é uma oportunidade muito interessante de falar sobre a cultura do cancelamento, sobre o ‘efeito manada’: a vibração de todo mundo odiar alguém ao mesmo tempo. O que move isso? Que emoções são essas? O que temos em nós que nos faz desejar tão mal a uma pessoa ao ponto de ser até mais malvada que a própria pessoa que estamos condenando?”, questiona Patricia Carvalho. Por outro lado, para Patricia Cupello, o documentário também ressalta outras questões: “Ele mostra como não cuidar das nossas dores pode nos trazer sequelas, problemas no futuro. E como não acessar isso no momento certo vai trazer traumas e fazer com que a gente fique desestabilizado”, observa.

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“Um documentário não existe para passar pano em uma personalidade, nem para cancelá-la definitivamente. A gente faz documentário para jogar luz sobre a realidade, deixando os personagens se expressarem com voz própria, para que o espectador tire suas próprias conclusões”, avalia Mariano Boni, diretor de gênero de variedades da Globo. Em sua visão, essa é a beleza do formato: “Permite documentar as várias versões, com o olhar de uma equipe que entrou de cabeça no furacão da vida da Karol depois do BBB”.

Por meio de uma extensa pesquisa sobre a vida da artista, o projeto explora não apenas imagens e conteúdos do ‘Big Brother’, mas também resgata todo o acervo de Karol Conká, trazendo memórias de shows, turnês por outros países, participações em outros programas de televisão e entrevistas com mais de 20 pessoas de seu convívio, que ajudam a entender a complexidade de sua personalidade. A série documental revela, ainda, o processo de composição de sua primeira música após o BBB. Cada um dos episódios segue esse percurso tendo em paralelo a participação de Karol no ‘BBB 21’.

Uma reviravolta acompanhada em tempo real pelo público ou uma (re)descoberta pessoal em rede nacional? A exposição em um reality show de confinamento trouxe muitos dilemas para a vida de Karol Conká. Nascida na periferia de Curitiba, no Paraná, a cantora de 35 anos, em um mês de participação no ‘Big Brother Brasil 21’, revelou uma personalidade controversa, que hoje a própria Karoline busca compreender. Tão comentada dentro do reality, a cultura do cancelamento atingiu em cheio a artista, eliminada com o maior índice de votação popular da história do ‘Big Brother’ – 99,17%. As críticas a seu comportamento e até ameaças a familiares foram algumas das situações com que a rapper teve que lidar após sua saída. E, na entrevista a seguir, Karol Conká fala sobre o documentário.

O que você espera do documentário?
Espero que ele mostre minha trajetória enquanto artista e indivíduo, as dificuldades e glórias que já vivi, a intensidade da responsabilidade de se manter sempre forte, e minha disposição para aprender com os meus erros.

Por que acha que as pessoas terão interesse em acompanhar ‘A Vida Depois do Tombo’?
Acho que por curiosidade de saber um pouco mais sobre minha história e entender os motivos que me levaram ao estado emocional mostrado no reality.

Em que momento você conseguiu ter dimensão de todo o impacto da sua trajetória no Big Brother aqui fora?
Demorou alguns dias para ter a dimensão de tudo, e ainda estou absorvendo muito do que aconteceu lá dentro. Ao assistir as imagens da minha passagem pela casa, me senti assustada e muito decepcionada com as minhas próprias atitudes.

O que mudou da Karol antes do BBB para Karol de hoje?
Hoje dou mais valor à questão da minha saúde mental e tenho trabalhado na cura dos meus traumas. Hoje estou dissolvendo camadas mais ásperas da minha personalidade e entendendo que existem maneiras mais leves de lidar com uma situação que me faça sentir insegura ou ameaçada.

Para você, qual é a importância desse documentário?
O documentário é uma grande oportunidade, em tempos de cancelamento, de relembrar às pessoas que somos muito mais complexos e multifacetados do que um personagem de reality show.

Você compôs outras músicas depois da saída do BBB? Como foi esse novo processo criativo?
Sim, terminei de compor meu próximo álbum, que já havia começado antes de entrar no programa. Recebi o produtor musical RDD no meu estúdio durante 2 semanas e focamos no que minha intuição pedia no momento. O processo foi leve e divertido e contou com a presença do Dj Hadji, que há anos me acompanha nos meus shows.

Como e quando serão lançadas essa(s) música(s)?
Pretendo lançar um Single antes do álbum, que pode ser lançado ainda esse ano

Quais são seus planos daqui pra frente?
Me cuidar, transformar experiências em aprendizados, e aprendizados em arte.

A Vida Depois do Tombo’ é um documentário original Globoplay, realizado pelo núcleo de Mariano Boni, diretor de gênero de variedades da Globo. A obra tem supervisão artística de Rafael Dragaud, direção geral de Patricia Carvalho, direção de Patricia Cupello, e roteiro de Valéria Almeida e Malu Vergueiro.

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