fbpx

Filho do sertanejo Leonardo, João Guilherme ‘ignora’ quarentena e se arrisca

Filho do cantor sertanejo Leonardo, João Guilherme gera preocupação ao surgir nas ruas em meio a decreto de isolamento social.

De volta às telinhas em ‘Totalmente Demais’, Marina Ruy Barbosa pede papel em nova novela da Globo

De volta na tela da Globo na reprise de 'Totalmente Demais', Marina Ruy Barbosa revela desejo de atuar em próxima novela da Globo.

Marcão do Povo cria polêmica e rasga o verbo contra a Globo

Em meio a polêmicas envolvendo a Globo, Marcão do Povo rasga o verbo e detona o canal carioca.

Sertaneja Marília Mendonça e Murilo Huff exibem detalhes de quarto luxuoso do filho, Leo

Em quarentena, cantora sertaneja Marília Mendonça e o companheiro, Murilo Huff, exibem detalhes de quarto luxuoso do filho, Leo.

Roberto Justus quebra o silêncio e se defende novamente em meio a polêmica sobre coronavírus

Em meio a polêmica sobre posicionamento do novo coronavírus, Roberto Justus quebra o silêncio pela primeira vez nas redes sociais sobre o assunto.

BBB20: Thelma teme voto de Babu no Paredão e avalia risco de eliminação

No 'BBB20', Thelma avalia possibilidade de Paredão e teme risco de eliminação com indicação.

Leandra Leal publica rara foto com a filha e desabafa sobre o racismo

-

Leandra Leal e Julia (Reprodução/Instagram)
Leandra Leal e Julia (Reprodução/Instagram)

Leandra Leal surpreendeu seus seguidores do Instagram ao compartilhar um raro registro com a herdeira Julia, de 3 aninhos! A imagem fez parte de um desabafo que a atriz publicou no Dia da Consciência Negra, nesta segunda-feira, 20 de novembro.

No texto, Leandra, que sempre manteve sua vida pessoal longe dos holofotes, resolveu abrir o coração sobre os desafios de ser mãe de uma menina negra em uma sociedade racista.

“Eu, que sempre lutei por liberdade e igualdade, que sempre me indignei contra a injustiça, intolerância, machismo e preconceito. Eu, que sempre me considerei politizada e consciente, cai na terra quando fui mãe. De alguma forma, a maternidade intensificou isso tudo. Acho que toda mãe passa por esse processo: tem medo desse mundo, tem dúvidas de como criar sua filha para ser forte e potente, capaz de autonomia e enfrentamento. Capaz de amar o outro como a si próprio. (…) A descoberta desse amor e dessa vida, dessa consciência nova, desse novo olhar para o mundo. Dessa vontade de construir um novo normal com a minha filha“, iniciou a artista.

Vale lembrar que Leandra e o marido, Alê Youssef, passaram pelo demorado processo de adoção de forma discreta.

Confira o desabafo completo!

“Eu, que sempre lutei por liberdade e igualdade, que sempre me indignei contra a injustiça, intolerância, machismo e preconceito. Eu, que sempre me considerei politizada e consciente, cai na terra quando fui mãe. De alguma forma, a maternidade intensificou isso tudo. Acho que toda mãe passa por esse processo: tem medo desse mundo, tem dúvidas de como criar sua filha para ser forte e potente, capaz de autonomia e enfrentamento. Capaz de amar o outro como a si próprio. Ser mãe me fez uma pessoa muito mais conectada ao outro. Agradeço tudo o que eu venho vivendo. A descoberta desse amor e dessa vida, dessa consciência nova, desse novo olhar para o mundo. Dessa vontade de construir um novo normal com a minha filha.

Mas eu, como branca, mãe de uma menina negra, abre-se um outro portal nesse Brasil de hoje. Eu me abri e me coloquei num lugar que, por mais que eu tivesse consciência da sua existência, eu não sentia. E pior, eu nunca vou sentir. Eu nunca vou poder de fato compartilhar o sentimento da minha filha ao sofrer preconceito. Eu vou me indignar junto, vou consolar, vou lutar junto, vou fazer de tudo para que ela tenha autoestima forte, mas essa experiência vai ser só dela. O que eu posso fazer é tornar essa luta minha também. É criá-la forte, como minha mãe me criou, é dar autoestima, consciência, liberdade e amor. É dentro do meu lugar de fala, contar para outros brancos como nós somos privilegiados e como precisamos abrir mão desses privilégios!. Como não precisamos ficar provando com discursos que nós não somos racistas, quando na verdade precisamos ouvir quem passa por isso e reconhecer que o buraco é muito mais embaixo. Reconhecer que somos, sim, resultado de um processo histórico onde alguns foram privilegiados e muitos, excluídos. Hoje pode ser um dia para nós, como sociedade, buscarmos a compreensão da nossa realidade: uma sociedade que é diversa, plural, desigual e racista. 

Eu, como mãe da Julia, agradeço infinitamente a oportunidade de ser sua mãe e me comprometo a estar do seu lado nessa luta, minha filha. Para todo o sempre.

Eu, que sempre lutei por liberdade e igualdade, que sempre me indignei contra a injustiça, intolerância, machismo e preconceito. Eu, que sempre me considerei politizada e consciente, cai na terra quando fui mãe. De alguma forma, a maternidade intensificou isso tudo. Acho que toda mãe passa por esse processo: tem medo desse mundo, tem dúvidas de como criar sua filha para ser forte e potente, capaz de autonomia e enfrentamento. Capaz de amar o outro como a si próprio. Ser mãe me fez uma pessoa muito mais conectada ao outro. Agradeço tudo o que eu venho vivendo. A descoberta desse amor e dessa vida, dessa consciência nova, desse novo olhar para o mundo. Dessa vontade de construir um novo normal com a minha filha. Mas eu, como branca, mãe de uma menina negra, abre-se um outro portal nesse Brasil de hoje. Eu me abri e me coloquei num lugar que, por mais que eu tivesse consciência da sua existência, eu não sentia. E pior, eu nunca vou sentir. Eu nunca vou poder de fato compartilhar o sentimento da minha filha ao sofrer preconceito. Eu vou me indignar junto, vou consolar, vou lutar junto, vou fazer de tudo para que ela tenha autoestima forte, mas essa experiência vai ser só dela. O que eu posso fazer é tornar essa luta minha também. É criá-la forte, como minha mãe me criou, é dar autoestima, consciência, liberdade e amor. É dentro do meu lugar de fala, contar para outros brancos como nós somos privilegiados e como precisamos abrir mão desses privilégios! Como não precisamos ficar provando com discursos que nós não somos racistas, quando na verdade precisamos ouvir quem passa por isso e reconhecer que o buraco é muito mais embaixo. Reconhecer que somos, sim, resultado de um processo histórico onde alguns foram privilegiados e muitos, excluídos. Hoje pode ser um dia para nós, como sociedade, buscarmos a compreensão da nossa realidade: uma sociedade que é diversa, plural, desigual e racista. Eu, como mãe da Julia, agradeço infinitamente a oportunidade de ser sua mãe e me comprometo a estar do seu lado nessa luta, minha filha. Para todo o sempre.

A post shared by Leandra Leal (@leandraleal) on



DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here




site statistics