
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceitará as tarifas que o governo Trump ameaça impor sobre produtos brasileiros, invocando “dignidade e respeito aos trabalhadores brasileiros”.
A declaração foi feita na 7ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), em Brasília, diante de empresários, sindicatos e sociedade civil.
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Lula segurou uma placa em defesa do Pix, criticado pelos EUA, transformando o tema em bandeira de soberania econômica e conectando-o ao debate eleitoral interno. Ele rebateu as acusações americanas sobre desmatamento, destacando a redução em todos os biomas, e pediu um estudo urgente sobre salários e condições de trabalho nos EUA, questionando a legitimidade moral de Washington para impor tarifas.
O governo Trump ameaça aplicar tarifas de até 25% alegando práticas comerciais desleais, além de uma taxa extra de 12,5% para países que não combatem adequadamente o trabalho forçado. As justificativas incluem insegurança jurídica, desmatamento, pirataria, etanol e até críticas ao Pix.
Lula usou o Conselhão para reforçar a mensagem de resistência às tarifas e mobilizar o setor produtivo. O mote da reunião foi “Da soberania nacional ao protagonismo global”.
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Lula planeja levar o tema à Cúpula do G7, na França, entre 15 e 17 de junho, consolidando sua posição internacional diante das medidas de Washington.
“Será que eles não percebem que eles já estão carecas? E que nós ainda estamos como um jogador cortando só um pedacinho aqui do lado?”, disparou, sem citar americanos, mas deixando claro o recado. “Será que não se dão conta de que nós, nesses três anos e meio, diminuímos o desmatamento em todos os biomas brasileiros?”, prosseguiu.
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