
Morreu nesta sexta-feira, aos 75 anos, Beth Andrade, figura icônica dos desfiles da Mocidade Independente de Padre Miguel durante as décadas de 80 e 90. Ela ficou amplamente conhecida como destaque principal do carro abre-alas da verde e branco no Carnaval da Sapucaí.
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Beth foi casada com Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho — filho do lendário patrono da escola e influente nome do jogo do bicho, Castor de Andrade (1926-1997). Com Paulinho, com quem teve duas filhas, viveu até 1998, ano em que ele foi vitimado em um atentado na Barra da Tijuca, pouco tempo após a perda do pai. O assassinato ocorreu em meio aos conflitos pela herança de Castor. O ex-militar Jadir Simeone foi apontado como autor dos disparos e chegou a acusar Rogério de Andrade, primo da vítima, de ser o mandante. Rogério acabou absolvido em julgamento realizado em 2013, após ter anulado uma condenação anterior datada de 2002.
Depois da tragédia pessoal, Beth se distanciou da folia carioca, retornando apenas em momentos pontuais — como no desfile de 2013, quando a Mocidade homenageou o festival Rock in Rio. Sua contribuição para a agremiação de Padre Miguel também se deu nos bastidores: em 1992, ela participou da fundação da escola mirim Estrelinha da Mocidade, ao lado de Vicente de Paula, incentivando a nova geração do samba.
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Em nota oficial nas redes sociais, a diretoria da Mocidade expressou profundo pesar e prestou homenagens à trajetória de Beth, destacando sua presença marcante nos carros alegóricos e em entrevistas históricas. A agremiação informou ainda que a programação do final de semana, incluindo a disputa de enredos, será dedicada à sua memória.
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