
30 anos após a morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas, o pai de Dinho, Hildebrando Alves, voltou a falar publicamente sobre o impacto da tragédia e o legado deixado pelo grupo. Após a exumação dos corpos que aconteceu na segunda-feira, 23 de fevereiro, ele afirmou que a fé em Deus, a ajuda dos fãs e a coragem para enfrentar a vida foram fundamentais para atravessar os momentos mais difíceis desde o acidente aéreo sofrido pela banda, em 1996.
Em conversa com o jornal O Globo, Hildebrando contou que, ao longo dessas três décadas, a família passou a compreender a morte como parte da existência e que o sofrimento não traria de volta o filho nem os demais integrantes.
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“Nesses 30 anos, compreendemos que a vida é assim, vamos todos morrer um dia. Baixar a cabeça não resolve nada. Se eu tivesse certeza que eles, ou mesmo meu filho, voltariam se eu chorasse, estaria chorando até hoje. Mas não volta. É uma coisa que vem de Deus, e contra Deus não há argumentos. É aceitar e agradecer por cada dia de vida“, declarou.
Ele ainda relembrou as inspirações por trás das músicas que se tornaram sucessos nacionais. Segundo ele, o cotidiano simples e as observações do dia a dia foram a base criativa de Dinho.
“A inspiração do Dinho sempre foi a fazenda em que olhava o gado; para o Mundo Animal, eu acho que se baseou nisso. Pelados em Santos foi uma brincadeira dele com um amigo. Já Robocop Gay foi porque ele sempre foi contra a discriminação de gays. Ele dizia para mim: ‘eles falam porque não têm consciência da vida, gay também é gente’. Por isso colocou essa frase na música. Agradou porque ele fez do jeito certo“, afirmou.
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Espaço criado para homenagem
Sobre o espaço que será criado para a homenagem do grupo, ele disse: “O espaço tem toda uma simbologia. Vai ter totens, atividades, QR Code e um ‘cantinho Mamonas’. Tudo continuará gratuito“, afirmou.
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