
Rachel Sheherazade, jornalista e ex-contratada do SBT, rompeu o silêncio e expôs sua opinião sincera na última quinta-feira, 12 de março, sobre a polêmica entre a deputada federal Erika Hilton e o apresentador Ratinho, após o comunicador realizar duras críticas ao fato da dela ter sido eleita a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
A ex-apresentadora da Record saiu em defesa Hilton nas redes sociais e afirmou que mulheres trans e travestis não precisam de “licença” para serem mulheres: “‘Não se nasce mulher, torna-se mulher’. A frase provocadora é da pensadora e filosofa francesa Simone de Beauvoir. Com isso, ela queria dizer que ser mulher não é apenas uma questão biológica, de combinação de cromossomos”, iniciou Rachel.
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Sheherazade prosseguiu sua argumentação e revelou o que é ser mulher: “Ser mulher é também um processo social, cultural e histórico de construção de uma identidade. Os papeis que definem o masculino e o feminino não são naturais, ou seja, não nascem com a gente. Eles são impostos desde a infância. Esses papeis são ensinados, aprendidos e replicados com meninas vestindo rosa, meninos vestindo azul. Meninas brincando de boneca, meninos se desafiando em luta. Meninas são condicionadas para falar baixo, nunca confrontar, nunca se impor, nunca questionar, sempre aceitar, sempre ser útil, ser gentil, ser gradável, submissa”, expressou ela.
A ex-âncora do SBT Brasil também revelou quais são os ensinamentos repassados aos homens socialmente: “Enquanto isso, os meninos são ensinados a agredir, a se defender, se posicionar, explorar, conquistar, desafiar, não sentir, não ceder. Ou seja, desde a infância, é a sociedade que define e impõe através da educação, da cultura e da religão as normas para ser considerado homem ou mulher. Então, se o feminino é uma construção social é preciso entender que trans e travesti também são mulheres porque são pessoas que vivem socialmente como mulheres, que se identificam como mulheres”.
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“Ser ou não ser mulher, não depende do olhar do outro, do parecer de quem está fora e nem muito menos da permissão de um animador auditório [Ratinho]. Ser mulher é identidade e essa é uma questão íntima e pessoal, e intransferível. Para reconhecer uma mulher não é preciso saber se ela menstrua, se ela está na menopausa, se está com útero, se nasceu sem útero, se foi mãe, se preferiu não ser mãe”, ponderou Rachel.
“Para reconhecer o direito de uma mulher, não é preciso um teste de DNA, um exame hormonal ou uma ultrassom vaginal. Pessoas trans e travestis não precisam de liçença para existir e nem de permissão para serem mulheres”, concluiu Rachel Sheherazade.
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Confira:
SINCERA! CHRIS FLORES DÁ ULTIMATO SOBRE CÉSAR TRALLI APÓS TICIANE PINHEIRO FAZER O ‘QUADRADINHO DE 8’ NO DOMINGÃO
A jornalista Chris Flores deu seu ultimato [palavra final] sobre o César Tralli, âncora do maior telejornal do país (Jornal Nacional), sobre o fato da apresentadora Ticiane Pinheiro ter dançado o ‘Quadradinho de Oito’, funk hit do Bonde das Maravilhas, no ‘Domingão Com Huck’ (TV Globo). Em seu discurso, a contratada da Band fez uma reflexão sobre o trabalho dele, casamento, citou a personalidade da estrela brasileira (LEIA MAIS E ENTENDA!).






