Roberto Cabrini / Foto Reprodução: YouTube

Nesta terça-feira (12), o jornalista Roberto Cabrini participou do programa ‘Pânico’, da Rádio Jovem Pan.

Durante o bate papo, o apresentador do programa ‘Conexão Repórter’, do SBT, deu detalhes de seu trabalho, durante seus mais de 40 anos de carreira, além disso, aproveitou para fazer uma análise da polarização no cenário político do Brasil.

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Segundo o jornalista, apesar da dualidade discurso entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, os dois possuem várias características comuns e ambos dualidade.

“Bolsonaro e Lula são irmãos siameses e nutrem um pelo outro uma enorme paixão. Um é o oxigênio do outro. É impressionante como um reage ao outro, é uma grande história de paixão”, disse o jornalista.

Cabrini ainda falou sobre a dificuldade de lidar com o contraditório: “Já fiz 300 pedidos para entrevistar o Bolsonaro e o Lula. Eles não dão entrevista. Eles não gostam de quem faz perguntas desconfortáveis. Eles gostam de quem levanta a bola para eles”, analisou.

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O jornalista ainda ressaltou que a discussão politica atual está polarizada e não só por causa da briga de direita e esquerda, mas sim por causa de uma característica da sociedade brasileira, que busca vilões e heróis. “O Brasil é viciado em super-heróis. O ‘Super-herói Bolsonaro’, o Super-herói Lula, o Super-herói do STF… Quando, na verdade, a sociedade tem que crescer como um todo. O problema é essa formação paternalista que existe”.

E completou: “Vejo situações de irmãos que não conversam mais por causa de discussão política. A gente precisa superar isso. O país fica parado e eu fico preocupado que essa discussão de campanha eleitoral faça com que a gente não discuta nada pelo proveito do país. Porque eu vejo políticos discutindo pela perpetuação do seu próprio poder, de seu projeto de poder. A sociedade precisa identificar isso senão ficamos nessa discussão rasa, repetitiva, que não leva a absolutamente nada”.

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Cabrini também analisou o papel do jornalismo em um ambiente político polarizado. “Quando entrevisto alguém da esquerda, os esquerdistas me acusam de ser de direita. Quando entrevisto alguém da direita, os direitistas me acusam do contrário. Você só consegue saber que está no caminho certo se você consegue instigar os dois lados contra você. […] A gente tem que fiscalizar. Não importa quem esteja no governo. Não há jornalismo se não há cobrança”.

“A corrupção não pertence a ideologias. A corrupção é uma deformação do ser humano. E pode se manifestar tanto para quem for da direita como para quem for da esquerda. Assim como a luta pelos direitos humanos não pertence nem à direita, nem à esquerda. Isso é apenas uma discussão demagógica”, finalizou ele.

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