Ontem foi a vez de Breno deixar a casa mais vigiada do país com 58,96% dos votos. No nono paredão da temporada, que também contou com Ana Paula e Leandro, o brother se despediu do ‘BBB 26‘ apenas duas semanas após retornar do Quarto Secreto, onde esteve após um paredão falso. “Desde o paredão da Sarah, especulávamos que todos eram falsos. Só não imaginei que seria o meu. Quando entrei no quarto e percebi que não havia Tadeu, que era fechado e tinha uma tela, entendi. Senti um alívio enorme por não ter saído, mas também uma responsabilidade, era um ponto alto do jogo. Infelizmente, não aproveitei tão bem quanto poderia“, analisa.
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Na entrevista a seguir, o ex-participante reflete sobre os fatores que atrapalharam sua permanência na competição e faz um balanço de sua trajetória no reality. Breno também revela qual era sua estratégia dentro da casa e com quem pretende manter contato fora do programa.
Quais foram os momentos mais especiais do BBB para você? E os mais desafiadores?
Entrar na casa foi muito especial, era o sonho começando e abrindo todas as possibilidades. Você não sabe o que vai acontecer, mas entende que sua vida pode mudar ali. Outro momento marcante foi quando encontrei o quarteto especial, Marcelinho, Maxiane, Marciele e eu, um grupo em que me sentia muito à vontade, mesmo sem falar de jogo, apenas sobre a vida. O momento mais tenso foi quando o quarteto se desfez. A saída do Marcelinho me deixou muito sozinho na casa. E, claro, o paredão: é sempre o momento mais tenso. Mesmo tendo passado por um paredão falso, vivi como se fosse real. Foi um ponto alto, mas depois doeu perceber que não aproveitei a chance e acabei saindo.
Como avalia o seu posicionamento no jogo tendo em vista que a casa estava dividida em três grupos?
Com a casa dividida, preferi me manter centrado em mim. Muitos diziam que eu estava “flutuando”, sem me posicionar ou tomar partido. Na verdade, eu estava do meu lado, consciente do jogo que queria fazer. Claro que há um preço por não estar em grupo, que é virar alvo. Mas sempre protegi minha autonomia, preferindo me aproximar de pessoas do que comprar um pacote inteiro de um jogo que não fazia sentido para mim.
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Em que momento da disputa você decidiu seguir jogando sozinho? Foi após a saída do Marcelo?
Depois que o quarteto se desfez, eu e Marcelinho ficamos mais próximos. Quando ele saiu, me senti sozinho e pensei: “Não deu o grupo que eu achei que valeria a pena, agora vou traçar meu caminho sozinho e jogar conforme a exigência do jogo.” A saída dele influenciou muito minha forma de jogar dali em diante.
Antes disso, você chegou a integrar um grupo do qual Maxiane e Marciele faziam parte. O que provocou o rompimento dessa aliança na sua opinião?
Foi uma questão de posicionamento de jogo. Max e Marciele se aproximaram de Sarah, Cowboy e Jonas, dois jogadores que eram meus alvos desde o início, por serem fortes. Marcelinho se aproximou de Babu e Ana Paula, e eu tentava puxar todos para mim, mas não deu certo. O grupo foi se desfazendo e fiquei tentando segurar algo que já não existia. Foi doloroso, mas guardo carinho por eles pelo tempo que convivemos.
Como você se sentiu quando percebeu que estava em um paredão falso e não tinha sido eliminado?
Desde o paredão da Sarah, especulávamos que todos eram falsos. Só não imaginei que seria o meu. Quando entrei no quarto e percebi que não havia Tadeu, que era fechado e tinha uma tela, entendi. Senti um alívio enorme por não ter saído, mas também uma responsabilidade, era um ponto alto do jogo. Infelizmente, não aproveitei tão bem quanto poderia.
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Apesar de ter sido o mais votado para receber os privilégios do quarto secreto, você acabou sendo eliminado duas semanas depois. O que acha que te atrapalhou nesse meio tempo?
Acho que as pessoas esperam que quem volta do quarto secreto mude o jogo por completo. Mas fiquei apenas um dia lá e vi coisas que já havia percebido na casa. Meu jogo continuava o mesmo: falas contundentes, coisas que comprovavam o meu pensamento, mas nada que alterasse drasticamente. Então, eu acho que esse fato pesou um pouco por não ter feito uma mudança drástica que é o que eu acho que o povo espera quando alguém tem a oportunidade de voltar pra casa.
Traçou alguma estratégia para o seu retorno? Acredita ter feito bom proveito das informações a que teve acesso no quarto secreto?
Antes de ir, já havia percebido que o grupo de Ana Paula e Babu estava se desfazendo e já estavam se atacando. No quarto, confirmei essa percepção. Minha estratégia foi tentar unir os dois para formar um grupo maior contra o terceiro grupo [do quarto voar], que era meu alvo. Essa era a ideia: juntar forças para eliminar o terceiro grupo e depois as pessoas se resolviam ali.
Por que decidiu migrar para o quarto Sonho da Eternidade, já que afirmava não jogar com a Ana Paula?
Quando eu cheguei e já fui direto pra esse quarto porque foi uma identificação estética mesmo, não tinha ninguém naquele quarto. Eu cheguei primeiro junto com a Milena que eu já tinha um carinho lá de fora. No quarto voar, sempre havia silêncio e incômodo quando eu entrava. No início era interessante, mas depois ficou chato. Voltei para o quarto de origem, onde estavam Milena, Samira e Juliano, pessoas de quem gosto muito. Ana Paula também estava lá, tínhamos boas conversas sobre vida, mas divergências sobre jogo. Ainda assim, havia três pessoas com quem eu me sentia bem.
Houve momentos em que vocês dois estavam mais próximos e outros em que você a alfinetava e se colocava do lado oposto. Como enxerga essa relação?
Como pessoa, nos dávamos bem, temos ideias parecidas sobre vida e sociedade. Mas no jogo, ela era tão forte quanto Alberto, meu outro grande rival. Eu não tinha troca com Alberto, mas tinha com Ana Paula. Dentro do jogo, nos alfinetávamos de forma engraçada e inteligente, o que parecia bobagem para os outros, mas para mim era divertido. Claro que também houve momentos sérios de discordância. Era uma relação de “morde e assopra” que, para mim, estava interessante pro jogo.
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Quem era seu principal adversário na competição? Por quê?
Alberto. Desde o início, por seu histórico em outro BBB e por ser um estrategista eficiente. Na primeira prova de resistência, já mostrou força. Desde o começo eu queria eliminar jogadores fortes, e ele trouxe essa carga da edição anterior. Então, mirei nele como adversário já que eu não tinha desavenças com ninguém e estava procurando motivos pra ajudar o meu jogo.
Com quais participantes pretende manter amizade aqui fora?
Com certeza a Chai, que é engraçada e tem um coração enorme. Também Samira, Juliano, Ana Paula, que prometeu uma viagem ao Peru, vamos ver se ela vai lembrar (risos), o Babu, com quem quero conhecer o Rio, Marcelinho, Sarah, Sol… É muita gente. Não há ninguém com quem eu não queira conversar. Claro que com alguns será mais fácil, mas quero reunir o quarteto em algum momento para “lavar roupa suja”.
Que aprendizados carrega dessa experiência?
Que alguns momentos são decisivos na vida e precisam ser aproveitados, sem abrir mão de quem você é. Se você se perde, ninguém paga o preço por você. Poderia ter feito coisas diferentes, mas só percebemos depois. Continuo pagando o preço de ser eu e valorizando essa fase extraordinária de ter participado do BBB.
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Já conseguiu assimilar o que muda na sua vida depois da passagem pelo BBB?
Ainda não. Abri as redes e há muitas coisas acontecendo: seguidores, números. Eu sempre fui low profile, então talvez seja um choque no início. Saí da casa direto para um quarto, sem contato com ninguém além da minha mãe.
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