Banco Master pagou R$ 5 milhões a escritório de Lewandowski já como ministro, diz colunista

Acordo atravessou ida ao ministério

Joaquim Neto
Joaquim Neto
Redator e produtor de conteúdo. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa. Acompanha de perto os movimentos do entretenimento e da mídia contemporânea com olhar crítico sobre tudo o que acontece na televisão, música, cultura pop, cotidiano e política.
Ministro Lewandowski - Reprodução: Redes Sociais
Ministro Lewandowski – Reprodução: Redes Sociais

O escritório de advocacia ligado ao ex-ministro Ricardo Lewandowski manteve um contrato milionário com o Banco Master mesmo após ele assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024. O acordo, firmado ainda em agosto de 2023, previa o pagamento de R$ 250 mil por mês por serviços de consultoria jurídica e institucional, de acordo com informações exclusivas apuradas pela coluna da Andreza Matais para o Metrópoles.

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Ao todo, o contrato durou até setembro de 2025 e rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos, sendo R$ 5,25 milhões pagos depois que Lewandowski já ocupava o cargo no governo federal.

Indicação política e bastidores

A contratação teria ocorrido após indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que confirmou ter sugerido o nome de Lewandowski ao banco. O senador nega, no entanto, ter indicado Guido Mantega, que também foi citado em reportagens sobre o tema.

Atuação limitada e gestão familiar

Embora o contrato previsse participação em reuniões estratégicas do banco, Lewandowski esteve presente em apenas duas reuniões durante todo o período. Após sua ida ao ministério, o escritório passou a ser administrado por seus filhos, Enrique e Yara Lewandowski. Segundo apuração, não houve entregas relevantes ao banco, apesar da continuidade dos pagamentos.

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Defesas e críticas de Lula

As defesas afirmam que tudo ocorreu dentro da legalidade. O episódio, porém, contrasta com as recentes críticas públicas de Lula ao Banco Master, quando o presidente afirmou que “falta vergonha na cara” e acusou a instituição de um rombo bilionário, reacendendo o debate sobre política, poder e interesses cruzados.

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