
Em manifestação enviada na última quarta-feira (14/01), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a lei brasileira garante às pessoas presas o direito à liberdade religiosa. Por conta disso, Jair Messias Bolsonaro (PL) poderá receber orientação espiritual e livros ligados à fé enquanto estiver detido.
STF analisa o pedido de assistência religiosa e a PGR dá aval, mas com restrições
A defesa do ex-presidente pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o acompanhamento religioso fique a cargo do bispo Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, e do deputado distrital Thiago Manzoni (PL).
Diante disso, Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisasse o caso. No parecer, Gonet disse não ver problema nos nomes indicados, mas fez uma ressalva: os encontros devem ser de caráter religioso e não político.
++ Polícia federal quer que Eduardo Bolsonaro volte ao trabalho
Pastor citado no pedido é aliado de Bolsonaro e teve assessor alvo de operação da PF
O pedido identifica o deputado Thiago Manzoni como pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Ele atua na igreja IDE, situada no Jardim Botânico, em Brasília. No entanto, em agosto de 2024, o parlamentar abrigou em seu gabinete Flávio Peregrino, ex-assessor do então ministro da Defesa, Braga Netto.
Peregrino, coronel do Exército, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em dezembro do mesmo ano.
++ Durante “Globo de Ouro”, diretor detona Bolsonaro: “Irresponsável”
Assistência religiosa solicitada prevê encontros individuais e controlados
Os representantes legais de Bolsonaro pedem que o atendimento religioso ocorra de forma individual. Com apenas o acompanhamento da instituição responsável pela custódia, e sem interferir na rotina da unidade prisional.
Jair Bolsonaro está detido desde o dia 22 de novembro, em uma Sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
++ Solução da PF para barulho na cela de Bolsonaro revolta Carlos: “Humilhante”
Carlos denuncia Polícia Federal por barrar visitas a Jair Bolsonaro
Anteriormente, na segunda-feira (05/01), Carlos Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para contar que a PF impediu sua visita ao pai. Em seu perfil do “X”, antigo “Twitter”, o ex-vereador declarou: “Acabo de sair da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após tentar visitar meu pai. Fui informado de que… LEIA MAIS!






