Bolsonarista xinga estudante de “preto do baralho” após ele tentar ajudá-la

Incidente aterrador em SP

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Bolsonarista (Foto: Reprodução/ Captura de Tela/
Bolsonarista (Foto: Reprodução/ Captura de Tela/ Youtube canal “Metrópoles”)

Um episódio de ofensas racistas no metrô de São Paulo por uma mulher bolsonarista, registrado em vídeo, discute as possíveis implicações legais do caso.

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O caso ocorrido em 19 de outubro de 2026 na estação Vila Sônia do metrô de São Paulo, onde uma mulher foi filmada dirigindo ofensas racistas a um estudante de direito chamado Márcio Ferreira chamou a atenção.

Segundo o relato do estudante à coluna de Demétrio Vecchioli no Metrópoles, ele tentou intervir para evitar uma briga envolvendo a mulher e outros passageiros após uma discussão política dentro do vagão.

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Após a intervenção, a mulher passou a insultá-lo e o chamou repetidamente de “preto do caralho”. No vídeo, ela também afirma ser bolsonarista.

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As ofensas podem caracterizar injúria racial, conduta que, desde 2023, passou a ser tratada pela legislação brasileira como crime de racismo, nos termos da Lei 7.716/1989.

Durante o episódio, um segurança da concessionária do metrô intervém. A própria mulher admite ter feito ofensas racistas, e o segurança afirma que aquilo configura racismo.

Márcio Ferreira afirmou que não conhecia nenhuma das pessoas envolvidas na discussão e que tentou ajudar a mulher apesar de divergências políticas. Depois do ocorrido, disse ter se arrependido da intervenção.

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 “Quando falei de ela ser bolsonarista e eu defendê-la mesmo sendo contrário ao bolsonarismo, ela surtou e começou me xingar. Disse que xinguei ela de bolsonarista”, declarou.

O estudante não registrou boletim de ocorrência na mesma noite e que a concessionária foi questionada sobre eventual acionamento da Polícia Militar, mas não havia respondido até a publicação da reportagem. “Mesmo sabendo que ela era bolsonarista eu tentei ajudar. Mas me arrependo amargamente”, admitiu.

Vinícius Carvalho
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Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
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