
O vereador Leniel Borel (PP), pai de Henry Borel, afirmou nesta segunda-feira (23) que considera um “segundo assassinato” o adiamento do júri popular relacionado à morte de seu filho. O menino, de 4 anos, morreu há 5 anos com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
O padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros, são réus sob acusação de homicídio qualificado e omissão, respectivamente. Em manobra no início do júri popular, a defesa de Jairinho abandonou o plenário e argumentou falta de acesso ao conteúdo total de um notebook de Leniel e pouco tempo para analisar o acervo de um celular. Os advogados alegam que o pai de Henry trocou mensagens com uma perita que assina um dos laudos pós-morte de Henry.
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Emocionado, Leniel afirmou que “assassinaram o Henry pela segunda vez hoje aqui” e disse que continuará lutando pela memória do filho: “Fazem novamente uma palhaçada, uma manobra protelatória. É um assassinato com o meu filho, comigo, com os advogados, com a justiça. O que eles buscam é isso”, disse o vereador, que completou: “Se tem alguém que vai lutar pelo Henry aqui, até que me matem, sou eu.”
Confusão no tribunal
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia marcado o júri para a manhã desta segunda-feira (23). A juíza Elizabeth Machado Louro chegou a sortear o Conselho de Sentença — 6 mulheres e 1 homem — e leu a denúncia.
Nessa hora, porém, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do processo, alegando que não tiveram acesso a todas as provas. A magistrada indeferiu o pedido e mandou seguir o processo.
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Na sequência, os 5 defensores de Jairinho presentes no plenário manifestaram o desejo de abandonar o júri, o que, na prática, inviabilizaria o julgamento, uma vez que um réu não pode ficar sem defesa.
Elizabeth, então, dispensou os jurados e encerrou a sessão. Ela havia marcado inicialmente a retomada do julgamento para 22 de junho, mas, ao ver que cairia no meio da Copa do Mundo, antecipou para 25 de maio.
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