Pai de Henry Borel se revolta após julgamento ser adiado

“Assassinaram meu filho pela segunda vez”, declarou Leniel Borel

Núcia Ferreira
Núcia Ferreira
Jornalista carioca com passagens pelas revistas Conta Mais, TV Brasil e TV Novelas. No site Área VIP, além de redatora, é repórter especialista em Celebridades, TV e Novelas.
Leniel Borel luta por justiça pelo filho – Reprodução Instagram

O vereador Leniel Borel (PP), pai de Henry Borel, afirmou nesta segunda-feira (23) que considera um “segundo assassinato” o adiamento do júri popular relacionado à morte de seu filho. O menino, de 4 anos, morreu há 5 anos com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

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O padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros, são réus sob acusação de homicídio qualificado e omissão, respectivamente. Em manobra no início do júri popular, a defesa de Jairinho abandonou o plenário e argumentou falta de acesso ao conteúdo total de um notebook de Leniel e pouco tempo para analisar o acervo de um celular. Os advogados alegam que o pai de Henry trocou mensagens com uma perita que assina um dos laudos pós-morte de Henry.

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Emocionado, Leniel afirmou que “assassinaram o Henry pela segunda vez hoje aqui” e disse que continuará lutando pela memória do filho: “Fazem novamente uma palhaçada, uma manobra protelatória. É um assassinato com o meu filho, comigo, com os advogados, com a justiça. O que eles buscam é isso”, disse o vereador, que completou: “Se tem alguém que vai lutar pelo Henry aqui, até que me matem, sou eu.”

Confusão no tribunal

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia marcado o júri para a manhã desta segunda-feira (23). A juíza Elizabeth Machado Louro chegou a sortear o Conselho de Sentença — 6 mulheres e 1 homem — e leu a denúncia.

Nessa hora, porém, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do processo, alegando que não tiveram acesso a todas as provas. A magistrada indeferiu o pedido e mandou seguir o processo.

Padrasto de Henry Borel vai a júri popular pela morte do menino

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Na sequência, os 5 defensores de Jairinho presentes no plenário manifestaram o desejo de abandonar o júri, o que, na prática, inviabilizaria o julgamento, uma vez que um réu não pode ficar sem defesa.

Elizabeth, então, dispensou os jurados e encerrou a sessão. Ela havia marcado inicialmente a retomada do julgamento para 22 de junho, mas, ao ver que cairia no meio da Copa do Mundo, antecipou para 25 de maio.

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