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Análise: Por que o Brasil prefere influenciadores do Tigrinho à ciência?

Influenciadores faturam milhões com apostas enquanto ciência fica às margens

Lívia Cout
Lívia Cout
Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
Pesquisadora brasileira
Doutora Tatiana Coelho Sampaio, bióloga e pesquisadora brasileira. (Foto: Reprodução/SBT/The Noite com Danilo Gentili)

Tatiana Coelho Sampaio, pesquisadora brasileira que dedicou 25 anos de sua vida para estudar a lesão medular, conseguiu o impensável: fez oito pacientes com lesão completa recuperarem movimentos. Além disso, ela também devolveu a mobilidade a um tetraplégico! Apesar desse feito, seu nome mal aparece na mídia, enquanto influenciadores digitais acumulam milhões de seguidores promovendo plataformas de apostas, como o “Tigrinho”.

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De laboratório à invisibilidade: O incrível feito que o Brasil não engaja

Até um ano atrás, lesões na medula eram sentenças definitivas. Dessa forma, a ruptura dos neurônios silenciava o corpo inteiro: o cérebro não podia mais enviar comandos aos membros. Dependendo da gravidade da lesão, a pessoa ficava paralisada do pescoço para baixo até o fim da vida.

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Laís Souza e Tatiana Sampaio
Ex-ginasta Laís Souza e pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio. (Foto: Reprodução Instagram)

A pesquisa de Tatiana, porém, tem mudado esse cenário. Sua descoberta da polilaminina trouxe esperança real para pessoas com deficiência (PCD).

Corte de verbas e invisibilidade: o que acontece quando salvar vidas não dá views

É de causar indignação e revolta que famosos lucrem tanto com bets, jogos de apostas que endividam pessoas. Enquanto isso, uma pesquisadora, que salva vidas, luta para conseguir financiar seus projetos.

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Mas não se iluda: Virgínia e outros influenciadores não são o problema. Estes são apenas sintomas de um país que não se importa com a ciência. Inclusive, Tatiana contou que perdeu a patente internacional da polilaminina por conta de cortes de verba na UFRJ, que aconteceu durante o governo de Michel Temer.

Tetraplégicos voltam a andar, mas a ciência não tem lugar na mídia

Para a mídia, a cientista que desenvolveu a vacina capaz de fazer tetraplégicos andarem simplesmente não importa, não gera cliques. Para as escolas de samba e programas de auditório, ela não chama público. Esse é o sistema funcionando exatamente como foi desenhado.

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Atitude de Influenciadora incomoda Acadêmicos da Grande Rio

A ex-esposa de Zé Felipe já confirmou que seguirá como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio no Carnaval 2027. No entanto, após a repercussão do último desfile, ela deve rever parte da estratégia de divulgação, principalmente em relação à transmissão ao vivo realizada na plataforma “Twitch”. Isso porque a live ultrapassou 500 mil espectadores, mas gerou… LEIA MAIS!

**As críticas e análises aqui expostas correspondem a opinião de seus autores

Lívia Cout
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Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
Prêmio Área VIP - Melhores da Mídia 2025

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