
A Justiça afastou do mandato o vereador Francisco Carlos Silveira, conhecido como “Chico 2000”, após ele se tornar alvo da “Operação Gorjeta”. Em suma, esta investiga um suposto desvio de aproximadamente R$ 3,5 milhões em Cuiabá (MT).
A apuração tem como um dos focos a “Corrida do Senhor Bom Jesus”, evento religioso tradicional da cidade que recebe apoio público. Parte dos recursos sob suspeita teve origem em uma emenda parlamentar de R$ 600 mil apresentada pelo próprio vereador.
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Investigação aponta que verba pública não ficou com entidade beneficiada
Segundo a Polícia Civil, o dinheiro foi destinado oficialmente ao “Instituto Brasil Central” (Ibrace). No entanto, a investigação aponta que a entidade atuou apenas como intermediária. Sendo assim, após o repasse, a investigação aponta que a verba direcionou cerca de R$ 580 mil para a empresa “Sem Limite Esporte e Eventos”, administrada por João Nery Chiroli.
Mensagens obtidas pela perícia indicam que o empresário e o parlamentar já discutiam detalhes da corrida meses antes da formalização dos contratos.
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Movimentações financeiras levantam suspeita de uso pessoal
Além disso, relatórios financeiros revelam saques fracionados em dinheiro e transferências para dirigentes do instituto. Um Pix de R$ 20 mil, realizado logo após a liberação dos recursos, levantou suspeita de uso pessoal.
A decisão judicial também cita falhas formais, como abertura de inscrições antes da assinatura dos contratos, uso de documentos técnicos questionados e um termo assinado pelo próprio vereador, o que contraria normas administrativas.
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Operação cumpre 75 ordens e tira vereador do cargo
‘Chico 2000’ se declara católico e já concedeu uma honraria a Jair Bolsonaro na Câmara de Cuiabá. O diretório estadual do PL, por sua vez, afirma que ele deixou o partido em 2025, após o surgimento das suspeitas.
Ao todo, a operação cumpriu 75 ordens judiciais. A Justiça descartou prisões, mas determinou o afastamento do cargo e o bloqueio de bens.
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