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Caso Orelha: Veja por quais crimes adolescente apontado como autor do crime será indiciado

Morte brutal do cão reacende debate sobre punição para violência contra animais

Joaquim Mamede
Joaquim Mamede
Professor, pesquisador e redator. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa, uno a paixão pela escrita ao prazer da redação aqui no Área Vip. Gosto de escrever sobre Música, Artes e Cultura Pop.
Cão Orelha - Foto: Instagram
Cão Orelha – Foto: Instagram

O caso do cão Orelha, morto após ser atingido por uma paulada, continua gerando forte comoção e repercussão nacional. O adolescente identificado como M, apontado pela polícia como autor do crime, deverá ser indiciado com base no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais — dispositivo que trata de abuso e maus-tratos contra animais domésticos, silvestres ou exóticos.

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Segundo informações apuradas pela jornalista Patricia Calderon, do portal LeoDias, a tipificação considera a violência praticada contra Orelha, que não resistiu aos ferimentos. O artigo prevê punição para qualquer ato que cause ferimento, mutilação ou sofrimento físico ao animal.

Pena é mais severa quando envolve cães e gatos

Desde 2020, a legislação ambiental ficou mais rígida para casos que envolvem cães e gatos. A Lei nº 14.064 incluiu o parágrafo 1º-A no artigo 32, transformando a pena de detenção em reclusão. Assim, quando o crime envolve esses animais, a punição passa a variar de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda de outros animais.

A mudança endureceu a resposta penal do Estado diante do aumento de casos de maus-tratos contra pets, considerados os principais companheiros domésticos no país.

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Responsabilização segue critérios do ECA

Por se tratar de um adolescente, as medidas aplicáveis ao autor do crime seguem as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. As autoridades ainda analisam de que forma cada conduta será enquadrada, mas o indiciamento deve seguir diretamente o que estabelece a legislação ambiental vigente.

O caso segue em investigação e continua mobilizando defensores dos direitos dos animais, que cobram punição exemplar.

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Joaquim Mamede
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