
Em meio à sessão tensa que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, a CPMI do INSS também mirou no mundo do futebol. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), solicitou nesta quinta-feira (26) a convocação da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, que acumula o cargo de comando no Banco Crefisa S.A. As informações são de Milena Teixeira, do Metrópoles.
A dirigente deverá prestar depoimento na condição de testemunha após a instituição financeira se tornar alvo de questionamentos na comissão. Gaspar justificou o pedido com base no protagonismo da Crefisa no sistema de pagamentos do INSS.
CPMI do INSS renova ofensiva para convocar Leila Pereira, presidente do Palmeiras
De acordo com o parlamentar, a instituição venceu o pregão para administrar novos benefícios previdenciários, concentrando grande parte da operação.
No documento, o deputado acrescentou que, diante da gravidade das reclamações de beneficiários, o INSS suspendeu cautelarmente o contrato para novos pagamentos. As queixas chegaram por diferentes canais e instituições, levando à paralisação preventiva do acordo.
As primeiras movimentações para convocar Leila Pereira a depor na CPMI do INSS começaram em outubro de 2025, mas foi nesta quinta-feira (26) que a ofensiva ganhou novo fôlego. Três deputados federais e um senador protocolaram requerimentos para ouvir a presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa S.A., alvo de suspeitas envolvendo fraudes no sistema de pagamentos de benefícios previdenciários.
Assinam os pedidos o senador Marcos Rogério (PL-RO) e os deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES), Sidney Leite (PSD-AM) e Delegado Fabio Costa (PP-AL). Todos citaram supostas irregularidades cometidas pela instituição financeira.
No documento apresentado por Marcos Rogério, o senador afirmou que “houve denúncias de irregularidades operacionais, incluindo relatos de coação de aposentados para abertura de contas, ausência de infraestrutura adequada para atendimento e atrasos no pagamento de benefícios”.
Evair Vieira de Melo mencionou “a realização de empréstimos sem autorização, cobranças abusivas, taxas de juros ‘impagáveis’ e dificuldades na renegociação de dívidas”. Sidney Leite apontou “indícios de graves irregularidades”, enquanto Delegado Fabio Costa classificou como “irregularidades sistêmicas”, afirmando que a Crefisa se tornou “peça central” nos repasses da Previdência Social.
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