Delator de Lulinha implora por proteção ao STF e diz que sua vida corre risco

Colaborador diz que virou alvo após entregar esquema com filho de Lula

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Lulinha é envolvido em escândalo do INSS (Foto: Veja)
Lulinha (Foto: Veja)

O principal delator que entregou detalhes de um suposto esquema envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, está apavorado. São informações do CNN Brasil.

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Em pedido oficial ao Supremo Tribunal Federal, ele afirmou que corre risco de morte e solicitou proteção policial urgente. Até agora, nenhuma medida foi implementada.

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Delator de Lulinha vive apavorado após vazamentos

Em suas declarações, o delator apontou o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, como responsável por pagar mesadas a Lulinha em troca de acesso facilitado a órgãos de saúde do governo para vender produtos à base de canabidiol. As defesas de ambos negam as acusações.

O medo tomou conta do colaborador após ele se tornar alvo de exposição e vazamentos. Em fevereiro, seus advogados protocolaram petição ao ministro André Mendonça relatando que imagens dele e de sua filha foram retiradas de redes sociais e compartilhadas com estranhos. A defesa alega que a exposição colocou em risco sua vida e a continuidade das investigações.

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“Sua atuação limitou-se ao cumprimento de dever cívico, ao colaborar com as autoridades mediante o fornecimento de informações relevantes e que viabilizaram providências relevantes pelos órgãos encarregados da investigação em curso”, diz a defesa.

O delator recusou oferta para ingressar em programa de proteção a testemunhas, avaliando que as regras seriam devastadoras para sua vida. A defesa sugeriu medidas alternativas, como acompanhamento institucional e reforço pontual de segurança.

O ministro André Mendonça autorizou medidas protetivas, mas nada avançou com a PF. Fontes da PF afirmam que o órgão não negocia e exige adesão ao programa nos moldes da lei.

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Amanda Souza
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