
Ulisses Gabriel fez uma autocrítica sobre a comunicação da polícia no caso Orelha e relembra que as reanálises posteriores do Ministério Público levaram ao arquivamento da investigação sobre os supostos maus-tratos ao animal.
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, afirmou que houve erros na forma como o caso do cão Orelha foi divulgado à população, em entrevista à Rádio Som Maior, de Criciúma. Ele reconheceu que a corporação foi “um pouco imatura” e que a coletiva de imprensa realizada na época deveria ter sido adiada para que os fatos fossem melhor esclarecidos.
Segundo ele, a forte pressão popular e a grande repercussão do caso influenciaram a divulgação antecipada de informações ainda não totalmente consolidadas.
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Ulisses Gabriel também disse que não participou diretamente da investigação e que seu papel era o de porta-voz institucional, embora seu nome tenha ficado fortemente associado ao caso.
A Polícia Civil chegou a apresentar um vídeo como prova durante uma coletiva, mas posteriormente reconheceu que o material era apenas ilustrativo.
O Ministério Público investigou possíveis irregularidades na condução e divulgação do caso. Atualmente, há uma ação por suposta improbidade administrativa relacionada a alegada autopromoção de Ulisses Gabriel. Segundo a matéria, o MP pediu uma multa de R$ 795 mil, enquanto ele nega ter obtido benefício pessoal.
Após reanálise de cerca de 2 mil arquivos, o Ministério Público de Santa Catarina concluiu que não havia elementos para prosseguir com as acusações contra adolescentes inicialmente apontados pela polícia.
Laudos periciais e avaliações veterinárias indicaram que o cão não apresentava lesões compatíveis com agressão humana e que sua morte estaria relacionada a uma doença grave preexistente, incluindo sinais de osteomielite. Ulisses Gabriel foi eleito deputado estadual em Santa Catarina com 48.130 votos.
A Justiça arquivou o processo em maio, depois do Ministério Público de Santa Catarina concluir que os adolescentes expostos inicialmente pela polícia não estavam juntos na praia no momento da suposta agressão. Laudos e o depoimento de um veterinário afastaram maus-tratos e revelaram que Orelha morreu em decorrência de uma doença preexistente grave, sem fraturas ou lesões compatíveis com violência.







