O “Dois a Um” deste domingo, dia 17 de outubro, a partir de 0h15, com apresentação da jornalista Mônica Waldvogel, recebe o sociólogo e relator da ONU, Paulo Sérgio Pinheiro, e o escritor e cantor Ferréz. Eles discutem a dura realidade da violência na semana da morte do traficante GanGan Teoria e prática confundem-se na vida e na obra dos entrevistados desta semana.

Paulo Sérgio Pinheiro aprendeu tudo que sabe sobre violência urbana e juvenil nas Ciências Políticas. Ferréz fala com propriedade, sob o ponto de vista de quem cresceu na criminalidade, no bairro paulistano de Capão Redondo, onde mora. Enquanto Pinheiro atua em várias frentes pelo mundo afora, Ferréz faz literatura em muitos sentidos e tem na revolta contra a exclusão social um dos pilares de seu estilo. No último festival de literatura de Parati, o escritor foi aplaudido de pé, por mais de 600 pessoas.

Ambos gostariam de reverter estatísticas de morte, que ameaçam os jovens brasileiros. Hoje, a juventude anda armada e tenta se defender como pode da violência e do medo. “Na periferia, a polícia vai apenas para reprimir e tomar conta do corpo após a morte, até a chegada da perícia”, revolta-se Ferréz. “Não vemos um trabalho preventivo nas favelas”, completa o escritor.

O tema amplo e complexo dá margem a afirmações contundentes contra o governo e a polícia. Entre uma frase e outra, revelações que chocam. Relatos do escritor Ferréz comentam que o policial prefere trabalhar na periferia, pois é temido e não corre o risco de ser denunciado para a corregedoria, quando aplica um corretivo, o que aconteceria se ele trabalhasse no centro.

Para o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, grande parte da responsabilidade de tanta violência deve-se ao Poder Legislativo brasileiro, que julga omisso. “Existe uma taxa de violência fatal no Brasil, que é inadmissível”, afirma. Dois a Um é exibido pelo SBT logo depois da Sessão das Dez e Meia.



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