Dentro de um carro velho, Duda dá início ao seu plano de filmar a Portelinha com uma câmera escondida. Ele e um cinegrafista fazem imagens da favela, dos moradores, e até de Júlia e Evilásio namorando. Mas se o cineasta pensa que não vai ser percebido, está muito enganado. Evilásio se liga na movimentação estranha e leva os invasores para a sala de Juvenal Antena. E pasmem: o líder também já sabia de tudo, estava só esperando a hora certa para dar o bote.

Enfileirados na associação de moradores com o rabo entre as pernas, Duda, o cinegrafista e até Júlia ouvem o sermão de Juvenal. “Tão achando que minha favela é feira livre? (…) Não vou permitir que dois mauricinhos filhinhos de papai venham aqui fazer filmagem pra depois saírem por aí inventando um monte de besteira sobre o meu povo!”, diz o líder, irritado, já pedindo para confiscar a câmera.

Duda tenta argumentar, mas é Júlia quem amolece Juvenal. Diz que o líder podia, ao menos, assistir às imagens. O cineasta então conecta a câmera no monitor e mostra o que filmou: a garotada feliz soltando pipa, o namorico de Júlia e Evilásio e outras cenas do cotidiano local. E não é que Juvenal fica satisfeito com o que vê?

O líder acaba se entusiasmando com o filme e permite que Duda grave por mais dois dias na Portelinha. A equipe comemora, finalmente o documentário vai sair.

Mas o namoro de Júlia e Evilásio, que mal começou, sai chamuscado. O rapaz acredita que ela o usou para conseguir as imagens do filme.

As cenas devem ser exibidas a partir de quarta-feira, dia 07.



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