Na saída do jantar em homenagem a condessa, Juvenal já bem longe, pronto para assistir Alzira rodopiando na uisqueria , Evilásio e Julia se despedem. Felizes, agradecem por tudo. Estão satisfeitos pela inesperada cortesia dos donos da casa. A lua no céu está linda, um convite a um passeio pela noite. Gioconda tenta convencer os pombinhos do contrário, enfatiza a violência da cidade, pede que eles fiquem. Mas Barretão não concorda. Julia já está bem crescidinha para escolher seus rumos, diz ele. Ainda mais, acrescenta, ela está muito bem acompanhada. Após uma sessão de beijos e abraços, e depois de Evilásio gastar alguns minutos procurando as chaves da sua moto, os dois partem rumo à balada.

Sorrateiramente, Barretão se afasta e saca o celular. Em seguida, ouvimos um papo estranho: “Não sei o modelo”, diz Barreto, “mas pela placa, o pessoal consegue identificar… Eles acabaram de sair. Aguardo notícias”.

Mais tarde, em algum ponto da cidade, uma blitz pára os carros numa avenida. Julia e Evilásio se aproximam calmamente. Não percebem o olhar do policial graduado fixado na placa da moto. Logo ele faz sinal para que eles estacionem e desçam: “Habilitação e documentos da moto”. Evilázio resmunga: “Só porque sou negro”. O policial se faz de ofendido e ameaça prende-lo. Para piorar, Evilásio se dá conta de que não está com os documentos. O veículo terá de ser rebocado. Chateado, ele desabafa e logo ouve voz de prisão. Julia toma suas dores e diz que vai junto para delegacia. Mas não tem motivos para isso. Indignada, ela arranja um: desacato à autoridade.

O celular de Barretão volta a ser acionado. Ele ouve com um sorriso nos lábios sobre a prisão de Evilásio, mas logo muda de fisionomia quando descobre que Julia também está na delegacia. Ela também foi presa! Imediatamente, o advogado começa ele a passar mal: “Não era o combinado”. Agora é tarde!

A cena deve ser exibida a partir de sábado, dia 29.






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