O estado de saúde do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), 71, continua grave, sem alteração neurológica, segundo o médico intensivista Sérgio Murilo Domingues Júnior, do hospital Santa Lúcia, em Brasília, onde o parlamentar está internado desde a manhã desta segunda-feira, informa a Folha online.

Por meio da assessoria do deputado, Domingues Júnior informou que Clodovil não apresentou instabilidade após o último boletim divulgado por volta das 18h. "A pressão arterial do deputado continua sendo mantida com medicamentos e ventilação mecânica", disse o médico.

No último boletim médico, o hospital informou que o parlamentar teve uma parada cardiorrespiratória por volta das 14h que durou cerca de cinco minutos. A parada foi revertida, mas o estado de saúde dele se agravou.

Os médicos afirmaram que se o deputado sobreviver, ele deverá ter uma vida bastante limitada. O risco de sequelas é muito grave, possivelmente sem condições de falar nem andar.

O sangramento é do lado esquerdo do cérebro. Os médicos informam que o parlamentar se encontra em coma profundo em nível 3 em uma escala que vai de 3 a 15, em que os números menores correspondem a um quadro de maior gravidade.

Clodovil foi internado por volta das 8h17 da manhã de hoje com um quadro de AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico um sangramento na cabeça, e passou por um procedimento de inserção de cateter para reduzir o coágulo no cérebro. Clodovil foi encontrado desacordado por volta das 7h, de bruços no chão, por assessores.

Há seis meses, Clodovil se internou no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, em decorrência de uma embolia pulmonar. Em 2007, ele se internou no Hospital Sírio-Libanês por causa de uma paralisia de leve intensidade do braço direito. A paralisia foi causada por AVC, decorrente de hipertensão arterial.

Também em 2007, o deputado foi hospitalizado duas vezes com problemas cardíacos e hipertensão arterial e outra com suspeita de dengue. Mas a doença não foi diagnosticada.

De acordo com a assessoria de imprensa de Clodovil, ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), parlamentares e amigos de São Paulo telefonam para o hospital para prestar solidariedade e apoio. Segundo a assessoria, o parlamentar não tem contatos com familiares.



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