Filhos de Bolsonaro ironizam ‘união da direita’

Filhos de Bolsonaro criticam aliados e governadores de direita

Joaquim Neto
Joaquim Neto
Redator e produtor de conteúdo. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa. Acompanha de perto os movimentos do entretenimento e da mídia contemporânea com olhar crítico sobre tudo o que acontece na televisão, música, cultura pop, cotidiano e política.
Bolsonaro com os filhos
Bolsonaro com os filhos – Foto: Instagram

Os filhos de Jair Bolsonaro (PL) aumentaram o tom contra aliados e governadores de direita em meio à perda de força da anistia ampla no Congresso. Eduardo Bolsonaro ironizou a falta de coesão dos partidos próximos ao pai, enquanto Carlos Bolsonaro lançou indiretas a governadores que prometeram perdoar o ex-presidente judicialmente caso vençam as eleições de 2026, segundo informações de ‘O Globo’.

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Em suas redes sociais, Eduardo foi direto: “Chega desse papo de ‘eu darei indulto se for eleito’ para enganar inocentes”. Carlos lembrou que Bolsonaro já havia concedido graça a Daniel Silveira, mas “mesmo assim foi atropelado pelo sistema”. As declarações miram políticos como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO).

Liberdade e cobrança de unidade

Em vídeo, Eduardo Bolsonaro pediu “liberdade para Bolsonaro” e questionou: “O maior líder político da América Latina está preso ilegalmente. Cadê a tal ‘união da direita’?” A referência indireta é à declaração recente do senador Ciro Nogueira, que cobrou convergência mínima entre aliados da centro-direita e direita para 2026: “Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez”, escreveu.

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Anistia e dosimetria emperradas

O pano de fundo das críticas é a perda de espaço da anistia no Parlamento. Após o revés da PEC da Blindagem, líderes da Câmara reconhecem que não há clima para votar a medida. Até a discussão sobre dosimetria das penas foi deixada de lado. O relator do texto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já conversou com partidos, mas a votação segue sem previsão. No entorno do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a leitura é que prioridades atuais estão em pautas como segurança pública.

Joaquim Neto
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