
Um casal que tenta recuperar judicialmente uma casa no Recreio dos Bandeirantes (RJ), atualmente ligada ao atacante Pedro, do Flamengo, divulgou novos esclarecimentos sobre a disputa.
Em papo com a coluna Fábia Oliveira do Metrópoles, os antigos proprietários contestam a legalidade do leilão e buscam recuperar a casa comprada por Pedro, apoiando-se na decisão recente do STJ.
“Pedro era meu vizinho, já esteve em uma ocasião em minha casa e soube do leilão antes mesmo de mim. Fiquei perplexa em saber que ele havia comprado depois que consegui um RGI para apresentar ao novo advogado. Fiquei chocada”, disse a mulher.
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Os antigos proprietários afirmam que Pedro era vizinho deles, já havia visitado a residência e soube do leilão do imóvel antes mesmo do casal. Eles dizem ter ficado chocados ao descobrir que o jogador comprou a casa.

O casal considera que a venda do imóvel foi ilegal e classifica a compra como “imoral”, alegando que a execução do financiamento ocorreu de forma irregular.
“No meu entendimento, a venda foi ilegal, e compra certamente foi imoral. Quem compraria a casa da vizinha escondido? Quem faz isso?”.
Segundo os ex-proprietários, as parcelas do financiamento da Caixa Econômica Federal, que deveriam diminuir por seguirem o sistema SAC, aumentaram ao longo do tempo. Eles afirmam ter apresentado provas e laudos à Justiça e aberto novos processos para contestar o caso.
Eles também relatam que a saída do imóvel ocorreu sob forte aparato, com oficiais de Justiça, caminhões de mudança, policiais e a presença do pai de Pedro. Alegam ainda que houve um erro nas orientações da execução do despejo.
“Minha casa foi invadida por duas oficiais de Justiça, dois caminhões de mudança, policiais e a presença do pai do Pedro para acompanhar o meu despejo. Algum ‘erro’ de digitação orientou os oficiais a me retirarem da propriedade sem aviso prévio. Essa violência só foi interrompida após contatar meu advogado, que me assessorou e impediu esse absurdo. Me mudei dias depois atendendo o novo prazo judicial.”
O casal reclama de alterações realizadas na casa, incluindo a remoção de plantas e mudanças estruturais que, segundo eles, nunca foram autorizadas.
“Cortaram minhas palmeiras que me acompanharam por mais de 10 anos, cortaram meu buganvila rosa que percorria o muro da residência com muita graça e beleza. Modificaram a estrutura da casa”.
De acordo com a nota, o imóvel permanece vazio desde que eles saíram, o que, na visão deles, facilitaria uma eventual devolução da posse.
A disputa ganhou novo capítulo após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou a execução extrajudicial do imóvel por entender que os proprietários não foram pessoalmente notificados para quitar a dívida e evitar o leilão.
Depois dessa decisão, o casal notificou extrajudicialmente Pedro e, sem acordo, entrou com uma ação de reintegração de posse para tentar retomar a residência.







