Nas férias do "Irritando Fernanda Young", o GNT reapresenta algumas das melhores entrevistas da temporada. E neste domingo, dia 15, é exibida a conversa com a atriz Giulia Gam. A convidada conta como foi o início da carreira, ainda muito jovem, e fala sobre seu filho. "Basicamente não tive adolescência. Entrei com 15 anos em um grupo de teatro quando considerávamos que o ator era uma entidade que ligava o ser humano aos deuses" – confidencia. Filha única, a atriz mostra sua miscigenação, apesar de não possuir passaporte europeu: nasceu na Itália, seus pais moraram durante anos na França e seu sobrenome – Gam – tem origem dinamarquesa.
Em um programa descontraído, cheio de gafes, quem erra primeiro é Fernanda Young, quando pergunta sobre o irmão inexistente de Giulia, porque já ouviu várias histórias malucas sobre ele. A apresentadora também quer saber logo de cara como foi encarnar uma Dona Flor (na versão televisiva de "Dona Flor e Seus Dois Maridos"), tão relacionada à Sonia Braga, e à sua aparência sexy por natureza. A própria atriz nem acreditou que levaria o papel, por não ter o biótipo de uma baiana e por estar sujeita a comparações. Giulia conta que a questão foi qual o tipo de Dona Flor seria essa. "Ali foi o ápice da minha feminilidade e sensualidade. Foi, inclusive, quando fiquei grávida. Eu tinha dois maridos em cena e um fora, andando ali na Bahia, com aquele cheiro de dendê", conta a atriz.
Já no início do segundo bloco do programa, Giulia responde aos risos a "Pergunta Nada a Ver" da plateia ("Já andou de skate?"): "Não, eu caio de skate. Meu filho tem 11 anos e sou aquela mãe que tenta participar. Tentei o surf em Fernando de Noronha, fiquei em pé dois segundos na prancha e depois desisti".
O programa descobre, para surpresa de Giulia, que ela é cidadã honorária de Penápolis, cidade do interior de São Paulo, onde sua mãe nasceu e passava as férias com a avó. Foi lá que a atriz disse que aprendeu a tirar leite de boi. Fernanda corrige a convidada, já que o leite é tirado da vaca e não do boi, e a plateia se diverte.
Giulia fala ainda sobre sua gravidez e seu filho quando o assunto é depressão pós-parto: "Eu não tive depressão pós-parto apesar de achar que não tem problema nenhum. Isso existe. Acho que, como você disse, isso foi usado. Pelo contrário, eu tive uma gravidez felicíssima e o contato com o meu filho era o mais fácil para mim. O que eu acho que para a gente é mais difícil, contemporaneamente, é que um filho traz um questionamento existencial muito grande. Porque você percebe que você vai passar a ser referência para aquele ser".
No quadro "Hipoteticamente Falando" ("você preferia ser cozinhada numa panela gigante até virar um ensopadinho ou ser frita em uma frigideira gigante até virar um filé bem passado?), a atriz dá uma convincente resposta hipotética: "Se a água não fosse muito quente, se fosse esquentando aos poucos, preferia ser cozinhada. Mas se for pra morrer logo, numa frigideira. O que doer menos".
O programa termina com uma apresentação de dança indiana, ao som da música de abertura da novela "Caminho das Índias".
Irritando Fernanda Young no ar domingo, à 0h no GNT.







