
A estreia do goleiro Bruno Fernandes pelo Vasco-AC acontece nesta quinta-feira (19) em meio a um escândalo que abalou os bastidores do futebol em todo o país.
O jogador, que cumpre pena pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, foi escalado como titular na partida contra o Velo Clube, no Estádio Arena da Floresta, em Rio Branco.
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O retorno do atleta ocorre cinco anos após sua primeira passagem, mas desta vez o clube enfrenta uma crise que mancha a instituição: quatro de seus atletas foram presos sob suspeita de estupro coletivo contra duas mulheres. Eles negam os crimes. As informações são do G1.
Bruno desembarcou no Acre no último domingo (15) e no dia seguinte já estava treinando no Campo da Fazendinha. Sua regularização no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF saiu na tarde de quarta (18), liberando sua atuação pela equipe.
A passagem anterior do goleiro Bruno e as polêmicas
Bruno já havia atuado no Acre em 2020, defendendo o Rio Branco-AC em 18 partidas, incluindo jogos da Série D do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, marcou um gol de falta contra o Bragantino-PA.
Sua contratação na época gerou reações imediatas: um supermercado local rompeu patrocínio e a treinadora do futebol feminino pediu desligamento do clube. Em setembro daquele ano, ele foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, mas conseguiu autorização judicial para retirá-la durante treinos e jogos.
O escândalo dos jogadores presos
Quatro atletas do Vasco-AC estão detidos desde o último final de semana, acusados de estuprar duas mulheres na noite de sexta (13). Erick Luiz Serpa Santos Oliveira foi preso preventivamente no domingo (15), enquanto Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior se apresentaram à polícia na terça (17).
Todos tiveram a prisão temporária mantida em audiência de custódia e devem ficar detidos por até 40 dias no Complexo Prisional de Rio Branco.
As vítimas procuraram a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), mas não conseguiram registrar ocorrência de imediato e foram encaminhadas para atendimento médico na Maternidade Bárbara Heliodora.
Segundo a polícia, as mulheres foram ao alojamento para um encontro consensual com os atletas, mas teriam sido abusadas em seguida. “Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação”, resumiu o delegado Alcino Souza.
Manifestação das defesas
O advogado Atevaldo Santana, que representa Matheus e Brian, informou que vai recorrer da decisão judicial. “Embora o juiz não tenha alterado da vara das garantias, agora a tarde [quarta, 18] a defesa irá entrar com pedido de habeas corpus para reverter a situação dos jogadores, que devem ficar presos por cerca de 40 dias”, disse.
Já a defesa de Alex Pires Júnior, Robson Aguiar, afirmou que seu cliente e os demais atletas devem ser encaminhados ao Complexo Prisional. “O juiz não entrou no mérito quanto a revogação da prisão, com isso, eles devem ficar na mesma cela do Complexo Prisional. Estamos preparando o habeas corpus tanto para o tribunal quanto para o juiz que decretou a prisão”, concluiu.
O Vasco-AC informou, em nota, que repudia qualquer forma de violência e que adotará medidas internas conforme o andamento das investigações.
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