
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou veementemente a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (03). Nas redes sociais, Lula classificou os bombardeios e a captura de Nicolás Maduro como uma “afronta gravíssima”.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, escreveu o presidente, alertando que o episódio cria um “precedente extremamente perigoso” para o mundo.
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Lula acusou os EUA de reviver os “piores momentos da interferência na política da América Latina” e advertiu que “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”.
Ele ainda pediu a ONU a uma “resposta vigorosa” e reafirmou que o Brasil está à disposição para o diálogo.
A declaração do presidente ocorre após Donald Trump confirmar o ataque e a captura de Maduro, que teria sido “levado para fora do país”. Em resposta imediata, a Venezuela fechou sua fronteira com o Brasil, segundo a Polícia Federal.
Entenda o conflito entre EUA e Venezuela
As tensões entre EUA e Venezuela escalaram em agosto, quando Washington dobrou para US$ 50 milhões a recompensa pela captura de Maduro, acusado de liderar o Cartel de los Soles, recentemente classificado como organização terrorista. Com isso, o regime virou alvo militar legítimo. Os EUA reforçaram tropas no Caribe.
O ataque ocorreu neste sábado (3): sete explosões em Caracas em 30 minutos, com relatos de tremores e aeronaves. Trump confirmou a ação e a captura de Maduro e sua esposa, retirados do país. A Venezuela declarou emergência, acusando bombardeios a alvos civis e militares. Não há dados oficiais sobre mortos ou feridos.
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