Lulinha vê cerco se fechar com STF, PF e CPMI após investigações

Filho de Lula é alvo de apurações por suposta ligação com fraudes do INSS

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Lulinha (Foto: Redes Sociais)
Lulinha (Foto: Redes Sociais)

Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal e da CPMI do INSS por suspeita de envolvimento em esquema de descontos irregulares em aposentadorias.

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A pressão aumentou nos últimos dias. De um lado, a CPMI aprovou a quebra de seu sigilo bancário e fiscal. De outro, tornou-se pública a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a PF a acessar as mesmas informações.

Como “o filho do rapaz” em áudio grampeado fez Lulinha virar alvo da PF e da CPMI

O interesse das autoridades recai sobre possíveis vínculos de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, apontado como operador do esquema. Os investigadores buscam esclarecer se o filho do petista mantinha participação silenciosa nos negócios de Antunes.

Segundo a CNN, pesou para a PF solicitar a quebra de sigilo a menção ao nome de Lulinha em uma conversa interceptada entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, justificou o pedido com base nessas mensagens. “A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil, responde tratar-se de ‘o filho do rapaz'”, afirmou.

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A sessão da CPMI que aprovou a medida foi marcada por confusão, com governistas contestando a condução dos trabalhos. Ainda assim, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana, determinou o encaminhamento do pedido ao Coaf.

Antes da decisão da CPMI, Mendonça já havia autorizado o acesso da PF aos dados. A corporação fundamentou a solicitação na suspeita de repasses periódicos ao filho do presidente.

Em relatório sob sigilo, a PF aponta possíveis “mesadas” de R$ 300 mil pagas por Antunes a Lulinha, por meio de uma pessoa próxima. A suspeita é que os valores teriam como contrapartida a facilitação de acesso de Antunes a instâncias oficiais em Brasília.

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A defesa de Lulinha manifestou-se contra a quebra de sigilo, mas afirmou estar à disposição para esclarecimentos. “Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado, pois ele não participou das fraudes e não cometeu nenhum crime”, declarou o advogado Guilherme Suguimori.

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Amanda Souza
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