
O programa Aqui é Brasil, criado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) para acolher repatriados, revelou números impressionantes sobre o fluxo de deportações em 2025. Desde agosto, 3.113 brasileiros retornaram ao país — e Minas Gerais lidera com folga o ranking de destinos finais. Nada menos que 52,4% dos repatriados desembarcam com destino ao estado. Rondônia e São Paulo completam o pódio.
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O Sudeste, como um todo, concentra quase 80% de todos os retornos. Já regiões como Norte e Sul representam cerca de 4% cada, enquanto o Nordeste é o destino de apenas 3% dos deportados.
Trump 2.0 dobra expulsões de brasileiros
O primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump marcou um salto radical nas deportações. Segundo a Polícia Federal, 37 voos fretados pelo órgão migratório americano ICE chegaram ao Brasil em 2025, trazendo 3.526 deportados — o dobro do registrado em 2024.
O perfil predominante é o de homens pardos, entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo. Para 63% deles, a casa de familiares é o primeiro refúgio ao chegar. Outros 29% têm residência própria, enquanto uma parte menor recorre a amigos, abrigos públicos ou hotéis.
Bastidores das detenções e denúncias de tratamento hostil
O ICE classifica os detidos em três grupos: condenados criminais, acusados pendentes e “violadores da imigração”, categoria que engloba milhares de brasileiros sem histórico criminal. Entre 2020 e 2024, mais de 287 mil ordens de remoção foram emitidas — 60% referentes apenas a infrações administrativas.
Um dos casos que chamaram atenção é o de Aeliton Candido, 34, de Divinópolis. Detido após uma confusão em um bar da qual nem participou, ele descreve a ação policial como truculenta: “A polícia não pergunta quem é quem, te prende igual um animal”, relatou ao Metrópoles. Sem visto, acabou incluído no primeiro voo de deportados da nova fase Trump.
O aumento expressivo das expulsões segue no centro do debate político brasileiro e acende alerta sobre a necessidade de novas políticas de acolhimento.
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