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Moraes obrigada CFM a cancelar investigação sobre atendimento médico de Bolsonaro

Entidade médica tenta justificar abertura da sindicância e pede para não ter que depor na Polícia Federal.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil/Instagram)
Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil/Instagram)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) comunicou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes o cumprimento da ordem judicial que determinava a anulação da sindicância aberta para investigar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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A decisão de Moraes, tomada na última terça-feira (7), alegou desvio de finalidade na abertura do procedimento pelo conselho.

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Presidente do CFM se explica e pede para não depor na PF

Ao notificar o cumprimento, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, anexou um documento com explicações. Nele, afirma que o conselho recebeu “mais de 40 denúncias formais” relacionadas ao caso, incluindo uma da deputada federal Bia Kicis, e que a abertura da sindicância foi um ato administrativo rotineiro para cumprir a legislação que rege a entidade.

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O texto ainda apresenta dados de procedimentos do conselho, afirmando que, entre 2020 e 2025, foram instaurados 34.003 casos em todo o país, uma média de aproximadamente 18,65 por dia.

O CFM defendeu que a sindicância serve tanto para apurar eventuais irregularidades quanto como “instrumento de proteção institucional”.

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No documento, o conselho buscou justificar sua atuação e, com base nas explicações, solicitou o cancelamento do depoimento de José Hiran à Polícia Federal, ordenado por Moraes.

“O Conselho Federal de Medicina jamais pretendeu exercer qualquer competência correcional em relação à Polícia Federal, inexistindo, por conseguinte, qualquer intenção de intervir na execução da pena ou de promover ingerência em atribuições constitucionalmente conferidas a outros órgãos do Estado”, argumentou.

A abertura da sindicância pelo CFM ocorreu após Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça na cela, com a defesa pedindo sua transferência para um hospital. Inicialmente, Moraes negou o pedido, baseando-se em avaliação médica da PF.

A decisão gerou críticas e estimulou os pedidos de investigação. No dia seguinte, após a apresentação de novos laudos, Bolsonaro foi levado para exames e retornou à prisão no mesmo dia, sem relatos de complicações.

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Amanda Souza
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