Moraes quer derrubar Lei da Anistia e pede julgamento de crimes na ditadura

STF julga se Lei da Anistia protege torturadores; apenas dois denunciados seguem vivos

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Alexandre de Moraes – Reprodução TSE

O Supremo Tribunal Federal pode estar prestes a tomar uma decisão histórica sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar. O ministro Alexandre de Moraes solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que coloque na pauta de julgamentos presenciais quatro processos que discutem se a Lei da Anistia alcança delitos como cárcere privado e ocultação de cadáver praticados no regime de exceção.

- Continua após o anúncio -

Fachin ainda não respondeu ao pedido, mas a expectativa nos bastidores é que o julgamento ocorra ainda no primeiro semestre deste ano. Moraes é relator de três desses casos, que envolvem desaparecimentos e mortes de opositores do regime.

+ Empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro derruba estratégia do PT para 2026

Moraes decide se últimos militares que mataram Rubens Paiva vão presos

Um dos processos trata do assassinato do ex-deputado federal Rubens Paiva, cujo corpo nunca foi encontrado. Outro aborda o desaparecimento do jornalista Mário Alves. Há ainda um caso que envolve Helber Goulart, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Em todas essas ações, o Ministério Público Federal recorreu ao STF após decisões de instâncias inferiores que aplicaram a Lei da Anistia para arquivar as investigações contra os acusados.

- Continua após o anúncio -

O ministro Flávio Dino também relata um processo sobre o tema, que discute se a anistia pode ser aplicada a crimes permanentes, como o sequestro. Moraes havia pedido vista nesse processo, mas liberou o caso para julgamento nesta quarta-feira (11).

Em fevereiro do ano passado, o STF já havia reconhecido repercussão geral no tema, por unanimidade. Agora, os ministros vão decidir se crimes como cárcere privado e ocultação de cadáver podem ser enquadrados na anistia concedida em 1979.

No caso específico de Rubens Paiva, o MPF denunciou cinco ex-militares em 2014. Com o passar dos anos, três deles morreram. Apenas José Antônio Nogueira Belham e Jacy Ochsendorf e Souza seguem vivos e podem ser julgados caso o STF entenda que a Lei da Anistia não os protege.

- Continua após o anúncio -

Delator de Lulinha implora por proteção ao STF e diz que sua vida corre risco

O principal delator que entregou detalhes de um suposto esquema envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do… LEIA MAIS!

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Temos mais pra Você!
Prêmio Área VIP - Melhores da Mídia 2025
Últimas