
Foi confirmado na manhã desta quinta-feira, 03 de setembro, a morte de Gloria Steinem, figura importante do movimento de libertação feminina a partir da década de 1960, aos 92 anos. Ela era escritora e ativista, ficando famosa especialmente pelo seu trabalho na revista ‘Ms.’, que fez sucesso nos Estados Unidos.
A morte foi confirmada pela Fundação Gloria Steinem, que informou em uma publicação nas redes sociais, que ela ‘faleceu pacificamente em sua casa na cidade de Nova York, cercada por alguns dos muitos que a amavam’. A causa da morte ainda não foi divulgada.
“Ontem, Gloria Steinem faleceu serenamente em sua casa na cidade de Nova York, cercada por alguns dos muitos que a amavam. Os quase cem anos de vida de Gloria foram bem vividos, e ela continuou lutando pela igualdade até o fim“, contaram.
Leia também: Flávio Bolsonaro lidera pesquisa contra Lula no 2º turno
A nota ainda dizia: “O maior dom de Gloria era sua capacidade de ouvir os outros, de fazê-los se sentirem vistos e ouvidos. Suas palavras, ações e exemplo deram às pessoas permissão para serem elas mesmas. Gloria viveu fiel ao seu espírito independente, sempre com curiosidade e um grande senso de humor“, afirmaram.
Últimos anos de Gloria Steinem
A Fundação ainda informou que Gloria passou seus últimos anos fazendo as duas coisas que mais amava: estar em comunidade com os outros e escrever. “Ela recebeu centenas de convidados em sua sala de estar para Círculos de Conversa, uma tradição que ela insistiu que continuaria muito depois de sua partida. Como Gloria escreveu em seu livro, ainda inédito, 𝘈𝘯 𝘜𝘯𝘦𝘹𝘱𝘦𝘤𝘵𝘦𝘥 𝘓𝘪𝘧𝘦“, contaram.
Leia também: Estrela de Avenida Brasil sai do armário e assume romance gay
“Já vivi por mais de cinquenta anos nesta casa de tijolos, em cômodos que testemunharam vidas antes da minha e que testemunharão outras depois que eu partir”, disse ela. Gloria costumava citar o ditado: “O bater de asas de uma borboleta pode mudar o tempo a centenas de quilômetros de distância”.
Aclamada nos anos 1970 como ‘A Nova Mulher’, Steinem cofundou a revista Ms., a primeira grande publicação a ser propriedade de mulheres, dirigida e escrita por elas.
Leia também: “Agora o culpado só é o Moraes”, diz Davi Alcolumbre ao citar filme de Jair Bolsonaro







