
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou na segunda-feira, 26 de outubro, uma recompensa de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) por informações sobre fraudes eleitorais no país que resultem na prisão e condenação dos responsáveis.
A decisão foi divulgada a uma semana das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, nas quais estará em jogo o controle do Congresso americano e que, de acordo com as pesquisas, poderão representar dificuldades para o Partido Republicano.
“Qualquer pessoa que denunciar uma fraude eleitoral em eleições anteriores ou nas próximas eleições de meio de mandato de 2026 receberá US$ 1 milhão após a prisão e a condenação dos responsáveis pela fraude!”, escreveu Trump na rede Truth Social.
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Vale enfatizar que o comunicado ocorre em meio a uma postura cada vez mais agressiva de Trump em relação à fiscalização das eleições. A administração do atual presidente tem pressionado os estados a fornecerem dados sensíveis de registro de eleitores, sob o argumento de que medidas mais rigorosas são necessárias para garantir a confiança da população no processo eleitoral.
Ainda de acordo com informações da FoxNews, o presidente também busca evitar votos de imigrantes sem documentos no país, embora casos do tipo sejam raros. Especialistas e autoridades eleitorais consideram essas iniciativas uma interferência excessiva do governo federal.
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Em setembro, a Suprema Corte já havia autorizado o governo a utilizar um sistema que reúne informações de milhões de americanos, embora críticos tenham alertado que a ferramenta pode levar os estados a excluírem dos registros pessoas que têm direito a votar. Em consultas anteriores, a ferramenta classificou erroneamente cidadãos americanos como não cidadãos.
Autoridades eleitorais disseram à ‘Reuters’ que estão se preparando para uma possível interferência federal nas eleições de meio de mandato. O presidente Trump já fez alegações falsas sobre processos eleitorais, incluindo a afirmação, sem provas, de que venceu a disputa presidencial de 2020. Sua recusa em reconhecer a derrota antecedeu a invasão do Capitólio por seus apoiadores, em 06 de janeiro de 2021, em uma tentativa fracassada de impedir a certificação do resultado pelo Congresso.
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