
Há exatos cinco anos, em 14 de janeiro de 2021, Manaus viveu um dos episódios mais dramáticos da pandemia de Covid-19. Durante a segunda onda da doença, hospitais públicos ficaram sem oxigênio, deixando centenas de pacientes sem o insumo básico para respirar. Internações bateram recordes, unidades fecharam as portas com doentes do lado de fora e famílias assistiram, impotentes, ao colapso do sistema de saúde. Até hoje, ninguém foi responsabilizado.
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Dentro dos hospitais, decisões impossíveis
Profissionais de saúde relatam cenas de desespero. No Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, a técnica de enfermagem Maria Eduarda (nome fictício) lembra ao G1 que o oxigênio precisou ser racionado. Pacientes que recebiam 10 litros passaram a usar apenas 2. “A gente fazia um balanço de quem precisava mais”, contou. Segundo ela, cada gesto de socorro vinha acompanhado de angústia e improviso.
Números que revelam a dimensão do caos
Investigações apontam que mais de 60 pessoas morreram no estado por falta de oxigênio. Dados oficiais mostram que, só em janeiro de 2021, o Amazonas registrou mais de 64 mil casos de Covid-19. Em pouco mais de dois meses, Manaus contabilizou 4.430 mortes.
O médico Juan Carlos Villagomez viveu o drama duplamente. Enquanto tentava salvar pacientes, recebeu a notícia de que sua irmã aguardava uma vaga de UTI. Horas depois, veio a perda. “Ela faleceu sem oxigênio”, relembrou, descrevendo o hospital como um cenário de guerra.
Feridas que seguem abertas
Além das mortes, a crise deixou marcas profundas em profissionais e familiares. Cinco anos depois, a tragédia do oxigênio segue como um símbolo doloroso da falha do poder público e de um luto que ainda ecoa em Manaus.
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