
O bispo Dom Vicente Ferreira, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, reagiu às declarações de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nessa última segunda-feira (28/09), o religioso relacionou a fala do candidato a episódios envolvendo Jair Bolsonaro e bispos.
Bispo detona Flávio e Jair Bolsonaro
Ao recorrer ao “X”, antigo “Twitter”, Dom Vicente escreveu: “O pai disse que a CNBB é a parte podre da Igreja Católica. Inclusive, vigiou bispos. Agora, o filho declara que ajudamos a divulgar Fake News.“, disparou logo a princípio.
Na sequência, o bispo completou: “Valei-nos, Mãe Aparecida! Nossa rainha e padroeira. Que ninguém roube de nós a vontade de lutar sempre pela justiça e paz. Rogai por nós!“, disse por fim.
O pai disse que a CNBB é a parte podre da Igreja Católica. Inclusive, vigiou bispos. Agora, o filho declara que ajudamos a divulgar Fake News. Valei-nos, Mãe Aparecida! Nossa rainha e padroeira. Que ninguém roube de nós a vontade de lutar sempre pela justiça e paz. Rogai por nós!
— Dom Vicente Ferreira (@DomVicenteF) September 28, 2026
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Candidato acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Em suma, a manifestação ocorreu logo depois de Flávio afirmar que pessoas ligadas à CNBB teriam ajudado o PT a espalhar a informação falsa. Esta afirma que o senador pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
“O PT, eu sei hoje, já estava, havia alguns dias, tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade.” declarou o candidato ao Planalto durante uma entrevista ao podcast “SantoFlow’.
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Posteriormente, a CNBB negou a acusação. Em nota, a entidade afirmou: “A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.“.
Afinal, de onde surgiu a notícia falsa?
A fake news sobre Flávio utilizou e distorceu um projeto de lei real de 2007, que foi apresentado pelo então deputado Professor Victorio Galli. A proposta daquela época pretendia mudar o termo para “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, mas foi arquivada definitivamente em 2008. Ou seja, não tem nenhuma ligação com a família Bolsonaro.
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