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Bolsonaristas se dizem ‘usados’ por Trump

Aliados avaliam que decisão enfraquece estratégia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

Joaquim Mamede
Joaquim Mamede
Professor, pesquisador e redator. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa, uno a paixão pela escrita ao prazer da redação aqui no Área Vip. Gosto de escrever sobre Música, Artes e Cultura Pop.
Donald Trump (Imagem/Reprodução/Instagram)

A decisão do governo Donald Trump de recuar na aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes repercutiu negativamente nos bastidores do bolsonarismo. Entre aliados do PL, o entendimento predominante é que o desfecho representa um revés direto para o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e para a articulação conduzida por ele em solo americano, enfraquecendo a narrativa construída nos últimos meses.

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Fim de sanções contra Alexandre de Moraes desmoralizou Eduardo Bolsonaro, avaliam aliados 

Em conversas reservadas, dirigentes e parlamentares do partido classificaram o resultado como “péssimo” e frustrante. Um deputado influente resumiu o sentimento ao afirmar que Trump teria agido apenas por conveniência própria. Para esse grupo, o ex-presidente americano utilizou um discurso de defesa da democracia e da liberdade para justificar a sanção, mas recuou rapidamente, evidenciando que a medida estava ligada a interesses estratégicos e comerciais dos Estados Unidos.

Frustração e críticas internas

Entre aliados, há a avaliação de que a sanção poderia ter sido mantida por mais tempo como sinal político, especialmente após a condenação definitiva de Jair Bolsonaro. O recuo, segundo parlamentares, reforçou a percepção de isolamento do ex-presidente em um momento considerado delicado para sua base política.

A insatisfação também foi expressa publicamente. O deputado Bibo Nunes (PL-RS) afirmou estar decepcionado com a decisão. Para ele, após declarações duras contra Alexandre de Moraes, a retirada da Lei Magnitsky causou surpresa negativa entre apoiadores.

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Contexto da decisão americana

Alexandre de Moraes havia sido incluído na lista de sancionados em julho, no mesmo dia em que Trump anunciou tarifas sobre exportações brasileiras. À época, o governo americano citou a atuação do ministro em processos ligados à trama golpista como justificativa para a medida.

Nos bastidores do PL, embora se reconheça que o recuo não altera a visão dos EUA sobre Moraes, a leitura é de que a decisão encerra qualquer expectativa de pressão internacional efetiva contra o magistrado.

Discurso público e contenção de danos

Publicamente, lideranças do partido adotaram um tom mais cauteloso. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que Trump sempre atuou priorizando interesses americanos. Já a senadora Damares Alves manteve críticas ao ministro do Supremo, minimizando o impacto da decisão.

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Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo divulgaram nota conjunta lamentando o recuo, mas agradeceram o apoio de Trump, afirmando que continuarão atuando politicamente no exterior.

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Joaquim Mamede
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