
Um juiz do Rio de Janeiro deu um ultimato ao ex-presidente Jair Bolsonaro em um processo que corre desde 2022. O magistrado Leonardo Cardoso e Silva, da 5ª Vara Cível da Leopoldina, intimou o ex-mandatário a informar se pretende produzir provas ou se aceita um julgamento antecipado da ação.
O caso foi movido por um morador do Complexo do Alemão, que pede indenização por danos morais. A ação se baseia em declarações de Bolsonaro, que durante a campanha eleitoral associou a sigla “CPX”, usada em um boné pelo então candidato Lula durante visita à comunidade, a traficantes.
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Juiz impõe regras rígidas e ameaça antecipar julgamento de Bolsonaro
Na decisão, o juiz foi taxativo: “O silêncio ou o protesto genérico por produção de provas serão interpretados como anuência ao julgamento antecipado, indeferindo-se, ainda, os requerimentos de diligências inúteis ou meramente protelatórias”.
O magistrado também estabeleceu regras rígidas para a produção de provas, limitando o número de testemunhas. “As testemunhas deverão ser, no máximo, três para cada parte. Somente será admitida a inquirição em número superior na hipótese de justificada imprescindibilidade e se necessária para a prova de fatos distintos”, determinou.
Na época, Bolsonaro afirmou em um comício: “[Lula] não olhou para o seu povo, não olhou para os mais pobres. […] Olhou apenas para os seus amigos, os seus cupinchas, os seus CPX e nada fez pela nossa pátria”. A defesa do ex-presidente não foi localizada para comentar o andamento do processo.
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