
Boulos acusou o presidente do Senado Davi Alcolumbre de “brincar com fogo” por manter parada a PEC 221/2019, que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, aprovada pela Câmara em maio.
A proposta não avançou para a Comissão de Constituição e Justiça, e trabalhadores realizaram atos em várias cidades exigindo votação antes do recesso parlamentar de 17 de julho.
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“Não tem justificativa para uma pauta que interessa ao povo brasileiro ficar um mês parada numa gaveta. Ao que parece, por motivos menores, interesses menores”, detonou Boulos.
Alcolumbre incluiu a PEC 14/2021, que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e combate a endemias. O Ministério da Previdência estima impacto de R$ 28,11 bilhões, divididos entre União, estados e municípios.
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“O presidente do Senado está errando e está errando feio. Mais que isso, ele está brincando com fogo, porque quando ele deixa uma pauta como essa parada na gaveta, sem nenhuma justificativa de mérito, política ou de qualquer ordem, parece que isso é do jogo do Executivo com o Legislativo, é do jogo da disputa partidária”, disparou o ministro.

No programa Bom Dia Ministro, Boulos rebateu críticas empresariais de que a redução da jornada causaria demissões ou inflação, lembrando que aumentos reais do salário mínimo não tiveram esses efeitos nos últimos anos. Movimentos sociais e centrais sindicais convocaram o “Dia Nacional de Mobilização” em diversas capitais e cidades do interior, com apoio explícito do PT, para pressionar pela votação da PEC 221/2019.
O governo Lula trata a PEC como pauta estratégica para 2026 e tenta destravar a votação antes do recesso, com articulação da líder no Senado Teresa Leitão e do ministro José Guimarães.
Dessa forma, há um embate direto entre o governo e o presidente do Senado sobre a tramitação da PEC que extingue a escala 6×1, enquanto trabalhadores intensificam a pressão nas ruas e Alcolumbre prioriza outra proposta de alto impacto fiscal.
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