
O governo do Brasil conseguiu a proeza de se complicar com os Estados Unidos em duas frentes ao mesmo tempo. Os motivos?
Enquanto o país figura na lista de 59 nações investigadas por suspeita de trabalho escravo, o Itamaraty resolveu aumentar a temperatura da relação ao negar visto para um assessor de Trump que queria visitar Jair Bolsonaro. As informações são do Metrópoles.
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Darren Beattie, diplomata de alto escalão do Departamento de Estado, teve a entrada barrada em território nacional sob alegação de “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita”. O americano pretendia encontrar o ex-presidente e se reunir com lideranças conservadoras.
Para especialistas, a decisão diplomática chega no pior momento possível. O procedimento aberto pela Representação Comercial dos EUA (USTR) na quinta (12) investiga práticas consideradas desleais no comércio internacional, baseado no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974. O foco agora é a suspeita de trabalho forçado e análogo à escravidão.
O embaixador Rubens Barbosa avalia que a medida faz parte de uma estratégia americana para contornar a suspensão do tarifaço pela Suprema Corte. Para ele, todos os países alvos devem ter “as tarifas restabelecidas. Talvez não os mesmos valores anunciados no ano passado, mas elas devem ser retomadas”.
Já João Alfredo Nyegray, professor de Negócios Internacionais da PUC-PR, enxerga um movimento mais profundo: os EUA estão redefinindo o conceito de concorrência desleal para incluir falhas regulatórias em cadeias produtivas globais. O Brasil, agora, dança conforme a música americana.
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