
A OpenAI comunicou às autoridades brasileiras conversas de usuários que continham possíveis ameaças contra Lula, levando a uma análise da PF e do Ministério da Justiça sobre eventuais investigações.
Segundo Mateus Vargas na Folha de S.Paulo, a OpenAI informou à Polícia Federal (PF) sobre conversas de usuários do ChatGPT que teriam demonstrado intenção de atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), candidato à reeleição.
Segundo a reportagem, a empresa classificou os casos como possível situação de emergência com risco de morte ou lesão física grave e encaminhou documentos às autoridades brasileiras.
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A PF enviou o material ao Ministério da Justiça para avaliar a abertura de dois inquéritos. Um trata de suspeitas de ameaça e injúria; o outro investiga possível ameaça contra Lula.
Em um dos casos descritos, um usuário teria relatado ter visto Lula em um evento de campanha, manifestado vontade de atirar no presidente, perguntado sobre as consequências penais de um homicídio e enviado uma imagem de um local que considerava favorável para um ataque.
De acordo com o alerta da OpenAI, embora o usuário tenha afirmado não possuir arma e dito que não agiria, também fez referências a fuzis, fuga, equipamentos de disparo, explosivos, mensagens violentas contra familiares e símbolos nazistas.
A PF avaliou que os dados continham ameaças de violência contra terceiros, comentários sobre armas e fantasias violentas, além de manifestações favoráveis a regimes autoritários.
A OpenAI encerrou a conta do usuário envolvido e compartilhou informações com as autoridades para prevenir danos e evitar uso abusivo do serviço. Também informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro de suas medidas de conformidade eleitoral.
Aconteceu um caso anterior, no Espírito Santo, em que um alerta da empresa teria contribuído para uma investigação envolvendo suspeita de planejamento de crime contra uma criança.







